POLÍCIA
Polícia Civil apura atuação de médico sem registro profissional em hospital público no interior do estado
POLÍCIA
A Polícia Civil em Confresa abriu uma investigação para apurar a prática de exercício ilegal de medicina contra um homem de 35 anos que estava atuando na rede pública de saúde do município sem o registro no Conselho Regional da categoria.
O suspeito exercia a função de diretor clínico em um hospital de Confresa e foi detido na noite desta quarta-feira (04.05) e encaminhado por policiais civis à delegacia municipal.
A Polícia Civil recebeu uma denúncia de que o suposto médico estava exercendo atividade profissional utilizando um registro provisório do CRM, apenas do estado do Amapá, em razão de uma decisão liminar.
O registro provisório dele pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso foi suspenso por decisão da Justiça Federal, o que gerou o cancelamento da inscrição dele. Ele se formou em medicina na Bolívia e ainda não havia revalidado o diploma no Brasil.
O delegado de Confresa, Higo Rafael de Oliveira, explica que as diligências preliminares constataram que o médico estava atuando de maneira irregular. “Fizemos a condução dele pra Delegacia de Confresa, onde foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por exercício irregular da medicina. E a investigação terá continuidade”, afirmou o delegado.
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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