POLÍCIA
Polícia Civil apresenta trabalho repressivo em evento nacional sobre roubo de cargas
POLÍCIA
A Polícia Civil de Mato Grosso participou nesta semana, em Cuiabá, do 2º Workshop sobre Políticas de Enfrentamento ao Roubo e Furto de Cargas, promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Confederação Nacional do Transporte.
A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCC) apresentou o trabalho realizado pela unidade policial na repressão aos crimes de roubo e furto de cargas no estado.
O evento foi realizado pelo Comitê Gestor da Política Nacional de Repressão ao Furto e Roubo de Veículos e Cargas, da Polícia Rodoviária Federal, e contou com a participação de representantes das Secretarias de Segurança Pública dos estados do Norte e Centro-Oeste com o debate de propostas entre os órgãos policiais e entidades do setor para o combate a ações criminosas na área de cargas.
O delegado Vitor Hugo Bruzulato explanou sobre a atuação da instituição nas investigações de roubos e furtos de carga e contrabando de defensivos, que são apurados pela unidade que tem atribuição estadual na apuração desses delitos. “Todo o trabalho de enfrentamento a esses crimes é desenvolvido de forma integrada com outras unidades da Polícia Civil, em virtude da dimensão territorial de Mato Grosso, e também de outras instituições, como por exemplo, a Polícia Rodoviária Federal que tem sido parceira nas ações de repressão ao contrabando e roubo de defensivos, por exemplo”.
No ano passado, as investigações da GCCO para desbaratar grupos criminosos que atuam no furto de defensivos agrícolas em Mato Grosso resultaram em 19 toneladas de produtos apreendidos, parte deles de benzoato, defensivo de comercialização proibida no Brasil.
O trabalho de enfrentamento a esse tipo de crime é desenvolvido de forma integrada com outras unidades da Polícia Civil, em virtude da dimensão territorial de Mato Grosso, e também de outras instituições. O delegado reforça que a tecnologia e a inteligência, junto ao trabalho integrado, são fundamentais para que as polícias possam avançar na repressão qualificada a essas organizações criminosas.
“Temos uma parceria muito exitosa com a Polícia Rodoviária Federal e em um estado de dimensões continentais, com a economia agrícola bem forte, as apreensões de defensivos contrabandeados são constantes”, explicou o titular da GCCO.
No evento organizado pelo Ministério da Justiça estiveram presentes também representantes dos órgãos que compõem o Comitê Gestor e da sociedade civil, Confederação Nacional do Transporte e Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos e suas respectivas entidades de classe.
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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