POLÍCIA
Polícia Civil apreende menores identificados como autores de latrocínio de motorista de aplicativo
POLÍCIA
O crime de latrocínio (roubo seguido de morte) ocorrido no sábado (1º.3), que vitimou um motorista de aplicativo em Cuiabá, foi esclarecido pela Polícia Civil neste domingo (2.3), com a identificação e apreensão de dois adolescentes envolvidos no crime.
A apreensão foi realizada em ação conjunta dos policiais da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA) e da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI).
Os menores, de 16 e 17 anos, foram identificados como os autores do crime que tirou a vida do motorista de aplicativo, Rainerio Gabriel Hohling, de 69 anos, após um deles ser encontrado em posse do celular da vítima. Eles responderão pelo ato infracional análogo a latrocínio.
As investigações iniciaram depois que a equipe da DHPP foi acionada para atender a ocorrência de encontro de cadáver na região do Cinturão Verde, no bairro Tijucal, em Cuiabá. A vítima foi encontrada em um local ermo, com diversas lesões pelo corpo, indicando se tratar de crime praticado com extrema violência. O motorista foi atingido com pedradas e também atropelado pelos suspeitos.
Logo no início das investigações, foi descoberto que a vítima era motorista de aplicativo e que possivelmente os autores tinham cometido o crime com intenção de roubar o veículo, sendo acionada a equipe da DERFVA para atuar nas diligências. O veículo da vítima foi localizado logo em seguida, atolado, a cerca de dois quilômetros do local em que o corpo foi localizado.
Em continuidade as diligências, as equipes policiais conseguiram levantar informações de que um dos possíveis suspeitos estaria em um clube na região do bairro Pedra 90. No local, os policiais encontraram o menor, de 16 anos, em posse do celular da vítima. Questionado sobre os fatos, ele confessou a autoria do roubo seguido de morte e também indicou o nome do seu comparsa, que também foi localizado na mesma região.
Os dois menores foram apreendidos, conduzidos à DERFVA, ouvidos pelo delegado Ricardo Franco e autuados pelo ato infracional de latrocínio (roubo seguido de morte), sendo também representado pelo mandado de internação dos adolescentes.
“Foi uma ação de muita violência, em que os adolescentes agiram com muita crueldade. A DERFVA agiu de forma ágil e técnica, conseguindo rapidamente identificar os autores e dar uma resposta à sociedade com a apreensão dos envolvidos”, disse o delegado.
A ação integra os trabalhos do Programa Tolerância Zero, idealizado pelo Governo de Mato Grosso, para combate às facções criminosas e à atuação do crime organizado.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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