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Operação Transparência cumpre mandados para apurar possível recebimento indevido de verbas por funcionários públicos

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Barra do Garças (509 km a Leste de Cuiabá), em parceria com o Poder Legislativo do município, deflagrou na manhã desta quinta-feira (14.03), a Operação Transparência, para cumprimento de mandados de busca e apreensão dentro de investigações para apurar possíveis recebimentos indevidos de verbas praticados por servidores da gestão anterior.

Os mandados são cumpridos em quatro setores da Câmara Municipal de Barra do Garças (Contábil, Jurídico, Arquivo e Recursos Humanos) e em duas residências no município.

Os trabalhos são realizados pela equipe da Polícia Civil com apoio da Câmara Municipal, que por meio da denúncia e colaboração, demonstrou interesse na persecução e esclarecimento dos fatos envolvendo funcionários e dinheiro público.

Os fatos foram identificados pelo presidente da Câmara no biênio 2021/2022, sendo verificado que em gestões anteriores, servidores receberam indevidamente verbas que eram garantidas a servidores concursados. Com a descoberta, foi realizado o desligamento de parte dos servidores que já estavam aposentados pelo INSS e comunicado os fatos para o Ministério Público, Tribunal de Contas e Polícia Civil.

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Com a implantação da digitalização do acervo de documentos na Câmara Municipal de Barra do Garças, os documentos que estavam no arquivo físico foram remetidos à 1ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças, sendo confirmado após a análise dos documentos os fatos denunciados.

Com base na análise do material, o delegado Pablo Borges Rigo representou por três mandados de busca e apreensão com o fim de aprofundar as investigações, tendo os documentos servido de elementos de informação utilizados nos pareceres do Ministério Público e Poder Judiciário para expedição dos mandados para buscas dos indícios de autoria.

As ordens judiciais têm o objetivo de apreender elementos que possam auxiliar o aprofundamento das investigações como computadores (ou outros eletrônicos) e documentos (físicos ou virtuais), que possam estar ocultos em setores da instituição pública. O material apreendido será analisado e periciado, no intuito de encontrar possíveis provas documentais que venham a instruir os autos de investigação em curso.
 

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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