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Operação Smokehouse cumpre 31 mandados e mira distribuidores de entorpecentes que agem em Comodoro

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (06.10), a Operação Smokehouse com o cumprimento de 31 mandados judiciais na cidade de Comodoro, na região oeste do estado. As ordens de busca e apreensão, prisões, quebra de sigilo e bloqueio de contas têm como alvos integrantes de uma organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas na região.

São 20 mandados de busca e apreensão, três prisões temporárias, cinco quebras de sigilos bancários e bloqueio em três contas bancárias no valor de até 500 mil reais.

A operação é coordenada pela Delegacia de Comodoro e conta com apoio das unidades da Regional de Pontes e Lacerda e Núcleo de Inteligência.

A operação é resultado de uma investigação que iniciou há alguns meses com o objetivo de identificar e desarticular uma facção criminosa que atua na cidade de Comodoro em atividades ilícitas, especialmente o tráfico de drogas.

Coordenada pelo delegado Ricardo Marque Sarto, a equipe da Polícia Civil no município identificou vários locais, popularmente chamados de “lojinhas”, que realizavam a venda de entorpecentes . Além disso, a equipe de investigação identificou três traficantes que atuavam como distribuidores de entorpecentes e tiveram as prisões temporárias decretadas para a conclusão das investigações.

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A Polícia Civil também constatou transações bancárias referentes à venda de entorpecentes.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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