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Operação Lex Paralela cumpre 12 mandados contra integrantes de organização criminosa

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A Delegacia de Itaúba deflagrou nesta quinta-feira (29.02) a segunda fase da Operação Lex Paralela de combate à ações de uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e outros crimes conexos. Esta fase da operação dá continuidade às investigações iniciadas em janeiro deste ano pela Polícia Civil.

Foram cumpridos 12 mandados de musca e apreensão. Durante as buscas, três suspeitos foram presos em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas e por impedir ou embaraçar investigação sobre organização criminosa.

Com os autuados foram apreendidos entorpecentes, balança de precisão, cadernos de anotações e diversos aparelhos celulares. Durante a chegada dos policiais nos endereços alvos das buscas, os suspeitos quebraram dois aparelhos.

A operação contou com o apoio das Delegacias de Terra Nova do Norte, Marcelândia, Matupá, Peixoto de Azevedo, Guarantã do Norte, Alta Floresta, Nova Mutum e Sinop. Também colaboraram o Núcleo da Polícia Militar de Itaúba e equipe da aeronave do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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