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Operação da Polícia Civil cumpre sete mandados contra autores de crimes sexuais e violência doméstica

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A Polícia Civil deflagrou na manhã desta sexta-feira (30.06), em Sorriso, a Operação Lótus para cumprir seis mandados judiciais contra pessoas investigadas por crimes sexuais e descumprimento de medidas protetivas.

Foram cumpridos quatro mandados de prisão – dois por descumprimento de medidas protetivas e dois por estupro de vulnerável, além de três buscas domiciliares em investigação que apura crimes contra a dignidade sexual.

Os crimes são apurados pela Delegacia de Sorriso, por meio do Núcleo de Atendimento à Mulher, Criança e Idoso.

Prisões

F.N.P.S de 38 anos de idade e T.E.O, de 26 anos foram presos por crimes de descumprimento de medida protetiva. O primeiro responde a cinco inquéritos policiais, desde 2022,abertos para apurar crimes cometidos por ele contra a mesma vítima, a ex-companheira, de 37 anos de idade. Entre os delitos estão ameaça, descumprimento de medida protetiva, lesão corporal e estupro. Desde abril do ano passado, a vítima registrou nove boletins de ocorrência contra o suspeito.

Já o investigado de 26 anos vinha descumprindo medidas protetivas deferidas em favor de sua ex-companheira, de 24 anos de idade, desde o início de junho deste ano. Ele, inclusive, pegou a filha do casal da escola e a levou para uma passarela rodoviária, na BR-163, onde tirou fotos com a e enviou à vítima, enquanto a chantageava para reatar o relacionamento e insinuava que jogaria a criança do local.

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Outros dois homens, K.H, de 19 anos e A.F.A.A, de 37 anos foram presos por estupro de vulnerável.

K.H, foi preso preventivamente pelo estupro contra a irmã, de 12 anos de idade. Os crimes ocorriam desde 2020 e diversas vezes o suspeito ameaçou a vítima com uma faca para cometer os abusos.

Já o investigado de 37 anos foi preso no dia 26 de junho, na cidade de Presidente Dutra, com o apoio do Grupo de Pronto Emprego do Maranhão. O mandado de prisão preventiva foi expedido pela 2ª Vara Criminal de Sorriso, em 2021, pelo crime de estupro de vulnerável contra a enteada dele, de 11 anos de idade. O suspeito foi localizado a partir da movimentação dele em rede social na venda de eletrodomésticos em um marketplac.

Busca e apreensão

Foram cumpridos, ainda, dois mandados de busca e apreensão, por crimes contra a dignidade sexual.

J.N.R, de 30 anos de idade, é investigado pelos crimes de importunação sexual e estupro de vulnerável contra cinco vítimas. Os delitos foram praticados na paróquia em que ele era coordenador. As vítimas têm entre 10 e 17 anos de idade e narraram episódios de violência como toques lascivos nas partes íntimas.

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Operação

Lótus é uma planta aquática que simboliza pureza do corpo e da mente. A flor representa um mistério para a ciência, que não consegue explicar a característica própria que possui de repelir microorganismos e partículas de pó. O nome foi pensado em homenagem às sobreviventes de crimes envolvendo violência doméstica e contra a dignidade sexual, uma vez que se libertam de situações de extrema violência.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Imagens Policia Civil

Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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