POLÍCIA
Operação cumpre mandados contra integrantes de facção envolvidos em execução de empresário em Cuiabá
POLÍCIA
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá deflagrou nesta terça-feira (01.08) a Operação Unity para o cumprimento de nove mandados judiciais contra envolvidos no homicídio do comerciante Josionaldo Ferreira de Araújo, ocorrido na Capital em dezembro do ano passado. Estão sendo cumpridos prisões e buscas contra integrantes de uma facção criminosa.
O comerciante de 46 anos foi morto no dia 19 de dezembro, dentro de um centro de comércio popular, no bairro Dom Aquino, na Capital, após ser abordado por uma dupla criminosa na frente de uma das lojas que ele tinha no local.
A operação é coordenada pelo delegado Bruno Abreu Magalhães, da DHPP, e emprega todo o efetivo policial da unidade. Os mandados estão em cumprimento em Cuiabá e cidades do interior do estado.
O delegado titular da DHPP, Marcel Gomes Oliveira, destaca que mesmo após a prisão de um dos executores do assassinato, a investigação teve continuidade para chegar a outros envolvidos no crime. “Atuamos na busca efetiva para a prisão de autores de crimes que causam temor à sociedade e nesse caso, o trabalho da unidade policial não parou e com diligências e uma investigação bastante técnica e qualificada chegamos aos participantes do homicídio, que tinham como objetivo a morte da vítima”, pontuou o delegado.
Execução
A DHPP apurou, por meio de imagens coletadas e relatórios investigativos, que a dupla chegou ao centro de comércio popular e claramente demonstrava não saber quem era a vítima.
Análises das imagens mostraram que os indiciados estavam a todo momento falando com uma terceira pessoa, em busca de informações sobre a vítima. Em determinado momento, Wenderson se aproxima do parceiro e aponta para a vítima, gesticula e sinaliza ao comparsa quem era o alvo. Em questão de segundos, a dupla coloca o plano de execução em prática. Josionaldo é abordado pelos criminosos, que começam a dialogar entre si, para dissimular, como se fossem clientes do shopping, sendo atendidos pela vítima, comerciante bastante querido no local.
Os dois então se colocam de forma que a vítima fica entre eles e então, BF.S. chamou o comerciante e quando a vítima se virou, o outro criminoso sacou a arma e fez o primeiro disparo contra a cabeça da vítima, que imediatamente caiu. Em seguida, ele fez mais de cinco disparos contra Josionaldo, demonstrando um crime de execução.
Na fuga, um dos executores do homicídio, Wenderson Santos Souza, de 24 anos, entrou em confronto com policiais militares e morreu nas imediações do centro comercial. O outro criminoso, de 22 anos, foi preso em flagrante, e teve prisão convertida em preventiva.
A investigação da DHPP, baseada em análise de imagens do circuito de segurança, depoimentos e outros materiais probatórios, apurou que a dupla armada chegou ao centro comercial com a clara intenção de executar a vítima.
Em depoimento, o criminoso preso alegou que foi com seu ‘amigo’ ao local apenas para cobrar uma dívida e não sabia que seu parceiro na empreitada criminosa mataria o comerciante.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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