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Operação cumpre buscas contra investigados por usar perfil de pessoas falecidas para difamação de vítimas

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Colíder, deflagrou, na sexta-feira (28.2), a Operação Voz do Além para cumprimento de três mandados de busca e apreensão contra investigados por manipulação de perfis de pessoas falecidas para disseminação de desinformação e difamação.

As investigações iniciaram após a equipe de investigação da Delegacia de Colíder receber informações sobre a prática de crimes contra a honra por meio do aplicativo WhatsApp, relacionados a desavenças políticas e disputa eleitoral.

Durante o curso das apurações, descobriu-se que os perfis utilizados para a prática criminosa estavam registrados em nome de pessoas já falecidas, configurando o crime de falsidade ideológica.

Diante disso, foram empregadas técnicas especiais de investigação para rastrear a origem e identificar os verdadeiros responsáveis pelos perfis falsos. Após a análise e o processamento de milhares de dados, foi possível descortinar a autoria dos crimes.

Com base nas evidências coletadas, o delegado Breno Houly representou pelos mandados de a busca e apreensão de documentos e dispositivos eletrônicos, que foram deferidos pelo Poder Judiciário e cumpridos nesta sexta-feira (28)

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A ação resultou na apreensão de aparelhos eletrônicos e diversos documentos, que serão encaminhados para a perícia para continuidade das investigações.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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