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Operação cumpre 11 ordens judiciais contra organização criminosa envolvida em golpes de estelionato

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Equipes das Polícias Civil de Mato Grosso e de São Paulo cumpriram nesta terça-feira (28.11), em Cuiabá, 11 mandados de busca domiciliar e um de prisão temporária contra investigados por goleps de estelionato na modalidade perfil falso em redes sociais.

A investigação é oriundo da polícia paulista e apura a prática de golpes tramados com o uso do aplicativo WhatsApp. Por ele, o criminoso cria um perfil usando fotos de redes sociais e começa a conversar com parentes e amigos se passando pelo usuário e fingindo que trocou de número. Na sequência, pede valores, que são depositados em contas bancárias fornecidas por terceiros.

Foi apontado que o grupo criminoso estava baseado nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande. A Polícia Civil de São Paulo identificou uma pessoa que atua diretamente na aplicação do golpe e outras 10 que o auxiliaram, com a cessão de rede de dados. Outras 12 pessoas foram identificadas como os chamados “conteiros”, ou seja, aquelas que atuam na organização fornecendo contas bancárias para receber os valores provenientes dos crimes. No total, a investigação identificou 23 pessoas que integram a organização criminosa.

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O cumprimento dos mandados contou com a participação de uma equipe do Departamento de Investigações Gerais de São José do Rio Preto (SP) e da Polícia Civil de Mato Grosso por meio das Delegacias Especializada em Estelionato, Delegacia de Roubos e Furtos de Cuiabá e de Várzea Grande, Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos Automotores de Cuiabá e Delegacia Regional de Várzea Grande.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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