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Operação contra o tráfico de entorpecentes cumpre mandados em três cidades da fronteira de MT

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A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especial de Fronteira (Defron), deflagrou nesta sexta-feira (07.10) a Operação Anotación para cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão em investigação sobre os crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas.

As ordens judiciais são cumpridas nos municípios de Rio Branco, Lambari D’Oeste e Salto do Céu, todos na região oeste do estado.

As investigações tiveram início na Defron a partir da prisão de um morador da cidade de Rio Branco, no terminal rodoviário de Cáceres. Ele foi flagrado com um quilo de entorpecentes, entre maconha e pasta base de cocaína. 

A equipe da Delegacia de Fronteira apurou que o jovem preso é integrante de uma facção criminosa e fazia a distribuição de entorpecentes a revendedores, conhecidos como ‘boqueiros’. 

O termo “anotación” faz referência à contabilidade sobre a comercialização de drogas, que era feita por meio de um caderno.

Participam da operação, equipes da Delegacia Regional, 1a. Delegacia de Cáceres e Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cáceres.

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Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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