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Mulher mandante de duplo homicídio em Sapezal é presa na zona rural do município de Canarana

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Uma mulher, apontada como mandante de um duplo homicídio ocorrido em 2019, em Sapezal (480 km a noroeste de Cuiabá), foi presa pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (21.07), no município de Canarana, região leste do Estado.

Foragida há cerca de 2 anos, a suspeita teve a prisão expedida pela Justiça, após investigação da Delegacia de Sapezal para elucidar o crime, que vitimou duas adolescentes, sendo uma delas gestante de 3 meses.

Durante diligências, os policiais civis descobriram o paradeiro da procurada, que estava residindo na zona rural de Canarana. Diante das informações, foi solicitado apoio à equipe de Canarana, que efetuou a prisão da suspeita.

Conforme apurado, a mulher atraiu as menores, ambas de 16 anos, para uma região de lavoura na cidade de Sapezal, onde dois indivíduos aguardavam para executá-las. O crime teve como motivação briga entre facções.

Na época dos fatos, as vítimas foram consideradas desaparecidas desde o dia 24 de abril de 2019. Depois de um mês, funcionários da fazenda encontraram seus corpos, que apresentavam sinais de tortura.

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A presa foi conduzida para as providências cabíveis e, posteriormente, colocada à disposição do Poder Judiciário.

Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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