POLÍCIA
Líder de organização envolvida em roubo de cargas no interior paulista é preso em Sinop
POLÍCIA
Policiais civis da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Sinop cumpriram um mandado nesta quarta-feira (25) em apoio à Polícia Civil de São Paulo e prenderam um homem de 38 anos procurado por roubo de cargas na região de Ribeirão Preto.
Ele foi localizado em um hotel de Sinop, onde foi cumprido o mandado oriundo da Operação Calibre 12. O foragido é líder de uma organização criminosa especializada no roubo de cargas em São Paulo, investigada pela 1ª Delegacia de Polícia de Investigações Gerais, da Divisão Especializada em Investigações Criminais da Polícia Civil paulista.
Após dez meses de investigações, a Polícia Civil deflagrou a operação para cumprimento de 16 prisões contra integrantes da organização articulada para a prática de roubos de carga em Ribeirão Preto e região, além do cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão. O nome da operação se deve ao fato de os envolvidos utilizarem, em todos os roubos, carabinas calibre 12, empregando violência e grave ameaça às vítimas, geralmente são mantidas em cativeiro, enquanto as cargas eram subtraídas.
As investigações levaram à identificação dos líderes, executores dos roubos, dos responsáveis pela lavagem do dinheiro ilícito, bem como dos receptadores. Além das prisões temporárias também foram deferidos mandados de busca e apreensão e bloqueio de bens.
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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