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Golpista que causou prejuízo estimado em R$ 2 milhões a pecuaristas de Vila Rica é preso no interior de Goiás

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O homem investigado pela Polícia Civil por aplicar golpes contra pecuaristas do município de Vila Rica, no nordeste do estado, que causaram um prejuízo estimado em R$ 2 milhões às vítimas foi preso nesta segunda-feira (30), no interior de Goiás.

O golpista de 36 anos foi preso na cidade de Indiara, em uma ação investigativa da Delegacia de Vila Rica que contou com a colaboração da Polícia Militar de Goiás. O investigado foi abordado durante uma cerimônia religiosa que ocorria em uma fazenda de familiares dele.

As investigações da Polícia Civil começaram no início deste ano após o registro de 12 boletins de ocorrências de vítimas lesadas com os golpes. Depois de aplicar os golpes contra pecuaristas do município, o suspeito se desfez de bens que tinha na cidade, não teve mais contato com os credores e sumiu.  

Segundo as investigações da Delegacia de Vila Rica, no último trimestre do ano passado, o golpista iniciou uma intensa movimentação de compra e venda de gado na região. Para ganhar a confiança dos pecuaristas, ele pagava parte do gado comercializado em dinheiro e o restante era negociado com cheques pré-datados. 

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Contudo, quando chegava a data de descontar os cheques, os pecuaristas descobriram que não tinha fundo ou que o cheque havia sido sustado. O golpista então dava um novo cheque, que também retornava por falta de provisão financeira. Quando atuava na venda do gado, o modo dele de agir era vendendo o mesmo gado para pessoas diferentes ou, às vezes, para a mesma pessoa. 

Parte do gado comercializado foi recuperado pela Polícia Civil em diligências para esclarecer os golpes aplicados. Em uma primeira recuperação, os policiais apreenderam em uma fazenda de Vila Rica 24 cabeças de bovinos que o golpista vendeu a um receptador depois de comercializar o gado com outra pessoa.

O delegado de Vila Rica, Diogo Jobane, destaca o empenho da equipe da unidade policial em localizar o golpista, que causou inúmeros prejuízos a pecuaristas do município.

Após a prisão, ele foi encaminhado a uma unidade prisional do município goiano, onde aguardará recambiamento para Mato Grosso. 

Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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