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Força Tática prende dupla com armas, munições e drogas em Cáceres

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Policiais militares da Força Tática do 6º Comando Regional prenderam um homem de 32 anos e uma mulher de 22 anos pelos crimes de tráfico de drogas e porte ilegal de arma, na noite desta quarta-feira (05.07), em Cáceres. Na ação, foram apreendidas três armas de fogo, munições, tabletes e porções de maconha e R$ 4,3 mil em dinheiro.

Por volta de 20h15, a equipe da Força Tática iniciou acompanhamento a um veículo Gol, ocupado por três pessoas após flagrar um disparo de arma de fogo vindo do carro, no bairro Jardim das Oliveiras. Durante a tentativa de abordagem, o condutor do automóvel fugiu em alta velocidade desobedecendo às ordens de parada.

Durante a perseguição e resistência dos suspeitos, a equipe policial fez um disparo em direção aos pneus do carro, momento em que o motorista parou bruscamente e colidiu contra uma cerca de madeira, fugindo na sequência. Os policiais militares foram até o Gol e encontraram um homem e uma mulher, que foram detidos.

Na busca pessoal à dupla, nada de ilícito foi encontrado. Já no interior do automóvel, foram localizadas porções de substância análoga à maconha e uma espingarda de calibre 12 com munição deflagrada. Questionados sobre o tiro, o suspeito disse que estaria testando a arma de fogo e que não teria visto a viatura da PM.

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Ainda em depoimento, o suspeito afirmou que todos os ocupantes do carro seriam integrantes de uma organização criminosa e que em sua residência havia outras armas e quantidades de drogas, que estavam sendo guardadas para a facção.

Na sequência, os policiais foram até o endereço indicado pelo homem e encontraram um revólver calibre .38 e uma pistola calibre .9mm, além de munições para o armamento. Também na casa foram localizados dois tabletes de maconha e a quantia de R$ 4.302,00 proveniente do tráfico de drogas.

Os suspeitos receberam voz de prisão em flagrante e foram encaminhados para o Cisc de Cáceres com todo o material apreendido. No local, foi realizado o registro do boletim de ocorrência, ficando os suspeitos à disposição da Polícia Judiciária Civil.

Fonte: PM MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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