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Polícia Civil indicia irmãos por morte de cachorro enforcado em árvore em Primavera do Leste

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A Polícia Civil concluiu, na quarta-feira (26.3), o inquérito policial que apurou um crime de maus-tratos de animais, em que um cachorro foi encontrado enforcado em uma região de mata de Primavera do Leste.

Dois irmãos foram identificados como os responsáveis por tirar a vida do animal e foram indiciados por crime ambiental de maus-tratos de animais domésticos com resultado morte. Um adolescente, de 14 anos, filho de um dos indiciados, também teria participado dos fatos.

O crime ocorreu no dia 28 de janeiro, quando o cachorro foi encontrado morto, pendurado em uma árvore, em uma região de mata no bairro Cristo Rei, em Primavera do Leste. As informações preliminares apontavam que dois homens em uma motocicleta foram vistos deixando o local.

O fato teve grande repercussão na cidade, e as imagens do caso foram amplamente divulgadas em redes sociais de moradores da região.

Assim que acionada dos fatos, o delegado Eric Fernando de Souza Martins instaurou inquérito policial para apuração dos fatos e iniciou as diligências para identificar os responsáveis pela morte do cachorro.

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Durante os trabalhos, foi realizada a verificação de imagens e oitivas de testemunhas, sendo levantadas informações sobre a identidade dos possíveis autores do crime.

Com base na denúncia, a equipe diligenciou até o endereço indicado, onde foi constatado que, de fato, os moradores possuíam um cão, de porte médio e cor caramelo, características compatíveis com o animal encontrado morto.

Segundo as investigações, o cachorro estava com a família há cinco meses. Mas, supostamente em razão do animal estar doente, eles decidiram tirar a sua vida. O cão, ainda com vida, foi colocado em uma caixa e levado pelos suspeitos até a região de mata, onde foi cruelmente enforcado.

Com a identificação dos suspeitos, o inquérito foi concluído e remetido ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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