POLÍCIA
Força Tática do 2º Comando Regional da Polícia Militar tem novo comandante
POLÍCIA
A Polícia Militar de Mato Grosso realizou solenidade de passagem de comando da 15º Companhia Independente de Força Tática, na manhã desta quarta-feira (23.11), em Várzea Grande. O tenente-coronel Benedito Sérgio de Souza Pinheiro transmitiu a função de comandante para o tenente-coronel Tiago Costa Gomes.
O evento foi liderado pelo coronel José Nildo de Oliveira, comandante do 2º Comando Regional, da qual a 15ª CIPM faz parte. Em seu discurso, ele enalteceu os serviços prestados pelo tenente-coronel Benedito de Souza, durante quase quatro anos, e desejou sucesso ao novo comandante da unidade.
“Agradeço ao tenente-coronel Benedito pelos relevantes trabalhos prestados e lealdade no cumprimento de suas missões, além da grande motivação em sempre manter a tropa unida. Ao tenente-coronel Costa Gomes, agradeço por aceitar este novo desafio em sua carreira, para comandar esta grande unidade, que compreende Várzea Grande e outros cinco municípios”, afirmou.
Ao se despedir da função, que ocupava desde janeiro de 2019, o tenente-coronel Benedito agradeceu e destacou ações importantes à frente da unidade, como a implantação da Patrulha Rural na região e o combate ao tráfico de drogas que, somente em 2022, resultou na apreensão de cerca de uma tonelada e meia de entorpecentes. Agora, o tenente-coronel passa a comandar o 9º Comando Regional da PM, sediado em Alta Floresta.
O novo comandante da Força Tática do 2º Comando Regional, tenente-coronel Costa Gomes, é bacharel em Segurança Pública pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), formado em 2007, e possui especializações em Gestão de Projetos, Gestão de Segurança Pública e Operações Policiais e Alta Proteção de Autoridades.
Antes de assumir a 15ª Companhia Independente de Força Tática, função que já ocupou no ano de 2018, o tenente-coronel Costa Gomes atuou como assessor militar da Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Também exerceu a chefia de segurança da vice governadoria entre 2011 e 2012, a gerência de segurança da Assembleia Legislativa de Mato Grosso entre 2012 e 2015 e atuou no Batalhão de Operações Especiais (Bope).
A Força Tática do 2º Comando Regional está localizada em Várzea Grande, sendo responsável pelo patrulhamento tático em ocorrências de maior complexidade, na cidade-sede e nos municípios de Jangada, Nobres, Nossa Senhora do Livramento, Poconé e Rosário Oeste.
Fonte: PM MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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