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Força tarefa entre PRF, Polícia Civil e IBAMA apreende quase duas toneladas de agrotóxicos

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A Polícia Civil – DECAR (Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas) em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal – PRF ( Mato Grosso e Goiás ) e o IBAMA, deflagraram na manhã do dia 12 de Abril de 2022 a OPERAÇÃO FAMÍLIA DO CRIME, oportunidade em que foram presas duas pessoas (pai e filho) pelos crimes de receptação qualificada, crime ambiental e organização criminosa.

Durante a operação, foram apreendidos quase 02 (duas) toneladas de defensivos agrícolas falsificados, todos trazidos do estado do Mato Grosso do Sul para Goiás, várias embalagens, rótulos, etiquetas, maquinários além de 03 (três) camionetas novas utilizadas pelo grupo criminoso para a distribuição dos produtos, sem levantar maiores suspeitas.

Uma das apreensões ocorreu após abordagem a um veículo que tinha suspeita de adulteração nos elementos identificadores, o que motivou uma fiscalização mais detalhada. Ao efetuar uma verificação no interior do automóvel, foram localizados inúmeros pedidos de produtos agrícolas em notas fiscais e papel timbrado de uma empresa de agronegócios, e na carroceria havia algumas substâncias em embalagens que pareciam ser defensivos agrícolas.

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Feito o contato com agentes do IBAMA logo atestaram que tratava-se de agrotóxicos. Posteriormente, foi realizada uma diligência até a residência do detido, local em que foram encontrados mais quantidades dos mesmos produtos apreendidos anteriormente.

As investigações iniciaram por intermédio do compartilhamento de informações entre a Polícia Rodoviária Federal (MT e GO) e a Polícia Civil – DECAR/GO, dando conta que os presos mantinham uma robusta estrutura em dois locais em Goiânia para aquisição de produtos químicos advindos de fora do país.

Os produtos eram recebidos via transporte rodoviário feito por caminhões e ônibus de viagens, o que dificultava a descoberta por parte das forças policiais e após isso eram processados e embalados em sacos semelhantes a produtos originais de marcas conhecidas mundialmente. Depois disso eram vendidos livremente para comerciantes que pensavam comprar produtos de qualidade.

As ações perpetradas pelos investigados causaram prejuízos que ultrapassam R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais), permitindo-lhes um enriquecimento ilícito muito rápido.

As investigações prosseguem e mais pessoas poderão ser presas ainda no decorrer dessa semana.

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PCGO-DECAR, PRF GO, PRF MT e IBAMA atuando em conjunto no combate ao crime organizado.

Fonte: PRF MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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