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Força-Tarefa de Segurança Pública prende Conselheiro de organização criminosa que fornecia armas e drogas para facções do Rio de Janeiro

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Cuiabá/MT – Na tarde deste sábado (18/06), a Força-Tarefa de Segurança Pública (FTSP/MT), composta pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Judiciária Civil e Polícia Militar realizou a prisão de um dos líderes da facção criminosa mais atuante em Mato Grosso.

Durante as investigações, identificou-se que o suspeito estava residindo na cidade do Rio de Janeiro e estaria se deslocando para o estado de Mato Grosso em um veículo. Com essas informações, a equipe de investigação da FTSP realizou diversos levantamento até identificar a placa e o veículo utilizado pelo faccionado, como sendo um Honda Civic cor prata.

Com isso, realizando mais um trabalho integrado entre as forças de segurança pública, as equipes montaram uma barreira na entrada de Chapada dos Guimarães/MT para realizarem a abordagem do veículo. O Suspeito estava na companhia de sua esposa e não apresentou qualquer reação, entretanto, durante a abordagem apresentou documento falso aos policiais, oportunidade em que lhe foi dada voz de prisão em flagrante.

De acordo com o apurado até o momento, o investigado é um dos líderes de facção criminosa que atua fortemente em todo o estado de Mato Grosso e responsável por avaliar fatos de interesse da facção, analisar reivindicações dos faccionados e averiguar desentendimento entre os integrantes do bando, uma espécie de “magistrado” da facção.

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Também se identificou que o preso era responsável por recepcionar demais faccionados foragidos da justiça mato-grossense no Rio de Janeiro, além de controlar o envio de armas e drogas para abastecer facções cariocas. Outras informações importantes obtidas durante as investigações dão conta de que o suspeito teria sido convocado para atuar no controle do tráfico de drogas na fronteira do Brasil com a Bolívia, tendo em vista a notícia de que facções paulistas estariam tentando atuar na região.

O investigado também possuía contra si mandados de prisão preventiva em aberto, um expedido pela 2º Vara Criminal da comarca de Cuiabá/MT e outro pela Vara Criminal da Comarca de Barra do Garças/MT, pela prática dos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de arma de fogo.

A FTSP/MT consiste em uma força-tarefa composta pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Judiciária Civil e Polícia Militar e tem por objetivo realizar uma atuação conjunta e integrada no combate ao crime organizado que atua no Estado do Mato Grosso.

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Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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