POLÍCIA
Em ação conjunta PRF e PC/MT prendem donos de oficina que adulteravam veículos roubados
POLÍCIA
Duas pessoas foram presas em flagrante na região metropolitana de Cuiabá pelos crimes de receptação qualificada e adulteração de sinal identificador de veículo, em ações conjuntas da Polícia Rodoviária Federal e Polícia Civil.
Na última quinta-feira (26), no município de Várzea Grande, a Polícia Rodoviária Federal e a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) localizaram uma oficina de funilaria automotiva utilizada para realizar adulteração de sinais identificadores de veículos pesados (caminhões), produtos de crime.
Ação foi possível após a PRF apreender um caminhão adulterado no município de Barra do Garças. Os policiais apuraram que o veículo era produto de crime e havia sido adulterado nessa oficina.
As equipes policiais se deslocaram ao local e encontraram escondido dentro do galpão da empresa um caminhão que estava com uma placa fria. Feitas as devidas checagens, constatou-se que a numeração de chassi correspondia a outra placa veicular, de um automóvel furtado no dia 18 de maio em Cuiabá. O proprietário do local foi preso em flagrante por receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
Em outra ação conjunta realizada nessa sexta-feira (27), por equipes da PRF e Derfva, os policiais localizaram um semirreboque que foi roubado no município de Várzea Grande, no início deste mês.
O veículo estava escondido em um estabelecimento comercial de peças usadas, localizado em Cuiabá, na BR-364. O semirreboque estava em processo de adulteração, sendo que as etiquetas oficiais de identificação de numeração do chassi foram removidas e o número de identificação veicular adulterado.
O proprietário do local também foi conduzido para a Derfva e autuado em flagrante pelos crimes de receptação qualificada e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
Do início deste ano até o dia de hoje, somente a Polícia Rodoviária Federal em Mato Grosso já recuperou 188 veículos com registro de roubo/furto nas rodovias e estradas federais do estado. Esse resultado advém de um planejamento realizado com base nas estatísticas das ocorrências, aumento da fiscalização em pontos críticos e atuações integradas com outros órgãos.
Outro fator que contribui com isso é o Sistema Nacional de Alarmes da PRF (SINAL), disponibilizado desde novembro de 2017, serve para registrar roubos e furtos de veículos. O sistema tem por objetivo divulgar, imediatamente após o registro, informações de ocorrências nas últimas 72 horas. A probabilidade de recuperação de um veículo é maior nas primeiras horas após a ocorrência do fato.
Qualquer pessoa que tenha sofrido roubo ou furto de veículos dentro do Brasil pode efetuar o registro pelo site https://www.gov.br/prf/pt-br/servicos/sinal , como também pode ser feito por meio do número 191, central de emergência da Polícia Rodoviária Federal. Salienta-se a importância de que o registro na PRF não substitui o Boletim de Ocorrência na Polícia Civil.
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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