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Dois suspeitos de participação em chacina em Sinop são presos pela Polícia Civil

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Raquel Teixeira/Polícia Civil-MT 

Duas pessoas envolvidas em uma chacina ocorrida em Sinop, foram presas pela Polícia Civil no decorrer da investigação que apura o quádruplo homicídio ocorrido no mês de dezembro, no município. Foram presos um homem, no Distrito de Americana do Norte, em Porto do Gaúchos e uma mulher, em Sinop.

Conforme a investigação realizada pela Divisão de Homicídios da Delegacia de Sinop, quatro homens encapuzados chegaram a uma residência no bairro Adriano Leitão, na noite de 16 de dezembro, selecionaram as vítimas e dispararam contra quatro pessoas que, conforme a apuração, seria os alvos da execução.

As vítimas foram identificadas como Laurielson França Souza, 30 anos; Rubenilson de Jesus Silva Monteiro, 38 anos; Emerson Renaio Ribeiro Pereira, 22 anos e Bruno Beche Barcia Sousa, 23 anos. Todos eram naturais do estado do Maranhão e estavam trabalhando em Sinop na área da construção civil.

Alvos certos e compra de capuzes

Os investigadores apuraram ainda que na casa haviam outras pessoas, entre elas, mulheres e crianças. Os atiradores entraram na residência e escolheram os alvos, com base em imagens de celulares, que, supostamente, pertenceriam a uma facção com atuação em São Paulo. Um adulto conseguiu se esconder dos disparos, se abrigando debaixo de uma cama.

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Durante a apuração para esclarecer a chacina, os investigadores da Delegacia de Sinop constataram que o veículo utilizado para a fuga dos criminosos foi uma camionete modelo Toyota Hillux. Após troca de informações com a Polícia Militar, foi possível chegar à identificação do veículo e também do condutor.

Os policiais civis levantaram que no dia do crime, uma mulher foi a duas lojas em Sinop e comprou quatro capuzes, que foram utilizados pelos criminosos que realizaram os disparos.

Prisões

Na quarta-feira (02.02), o homem que conduziu a camionete foi preso no distrito de Americana do Norte, município de Porto dos Gaúchos. O motorista confirmou que deu carona para os atiradores.

A camionete que ele dirigiu foi apreendida também na quarta-feira, em uma funilaria mecânica, em Sinop. O suspeito tentou se desfazer do veículo depois de saber que poderia ter imagens gravadas da camionete após o crime. Assim, colocou a Hillux em uma oficina para fazer a pintura e depois vender.

Já a mulher que comprou os capuzes foi presa na manhã desta quinta-feira (03.02), no Jardim das Oliveiras, em Sinop. Ela confirmou a compra dos acessórios, mas alegou que não sabia a finalizada e que comprou os capuzes a pedido de um integrante de uma facção criminosa, que está foragido por outros crimes. Os policiais identificaram que a suspeita fazia o recolhimento das vendas de entorpecentes nas biqueiras.

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A investigação da Divisão de Homicídios continua para identificar os atiradores e não há indícios, até o momento, de que as vítimas pertenceriam a uma facção criminosa.
 

Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Imagens Policia Civil

Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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