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Dez criminosos são presos em flagrante em casa usada como escritório para golpes de estelionato

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Uma casa utilizada como escritório para a prática de golpes de estelionato foi localizada pela Polícia Civil e 10 pessoas – nove adultos e um adolescente -, presas em flagrante por fraude eletrônica e associação criminosa, na manhã desta quarta-feira (09.11), em Cuiabá.

Nas residências, localizadas no bairro CPA 3, os policiais civis apreenderam quatro veículos, 21 celulares e R$ 20.008,00 em dinheiro, oriundos dos golpes aplicados pelo grupo criminoso.

Entre os veículos apreendidos com os criminosos, estão um Toyota Corolla, um Jeep Renegade, uma camionete Toyota Hillux e um Renault Clio.

A equipe da Delegacia Especializada de Estelionatos e Outras Fraudes chegou ao escritório utilizado para aplicar golpes para cumprimento de um mandado de busca e apreensão, dentro de uma investigação instaurada na unidade policial.

Assim que as equipes entraram na casa, sete suspeitos identificados informaram que o local não tinha armas ou drogas e era usado como um ‘escritório da OLX’. Com o grupo foram encontrados três veículos, comprados com valores obtidos do lucro ilícito dos golpes, celulares e cartões bancários.

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Com o mandado de busca, que autorizava a análise dos celulares encontrados, os policiais verificaram que, em alguns aparelhos, havia golpes em andamento. Um dos suspeitos recebeu uma mensagem via WhatsApp com um comprovante de pagamento por Pix de outro suspeito, já investigado pela unidade especializada por prática recorrente de golpes.

Os suspeitos detidos na residência confirmaram que o investigado integrava o grupo e estava em companhia de outros dois, com dinheiro oriundo de golpes e cartões bancários utilizados para as práticas criminosas.

A equipe da Delegacia de Estelionatos se dirigiu a outro endereço, onde os três suspeitos estariam escondidos. Ao chegar próximo à residência, os policiais avistaram duas pessoas saindo da casa em um veículo Jeep Renegade. Ao ser dada voz de prisão, o condutor tentou fugir, mas acabou colidindo com uma viatura policial.

Com os dois, os policiais encontraram uma alta quantia em dinheiro. Na casa, de onde eles haviam saído, as equipes prenderam o terceiro suspeito e encontraram outra quantia em dinheiro e cartões bancários diversos.

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O grupo foi conduzido à Delegacia de Estelionatos para depoimentos e lavratura do flagrante.

De acordo com o delegado Pablo Carneiro, os nove adultos foram autuados em flagrante por associação criminosa, estelionato (fraude eletrônica) e corrupção de menor. Contra o adolescente, foi lavrado um boletim de ocorrência circunstanciado por ato infracional análogo aos crimes de associação criminosa e estelionato.

Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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