POLÍCIA
Coronel Alexandre Mendes assume o comando-geral da Polícia Militar de Mato Grosso
POLÍCIA
O coronel Alexandre Côrrea Mendes, de 47 anos, assumiu o Comando Geral da Polícia Militar de Mato Grosso, na noite desta sexta-feira (01.04), em solenidade presidida pelo governador Mauro Mendes, realizada no Quartel Geral da PM, na Capital. O novo comandante substituiu o coronel Jonildo José de Assis que ficou três anos e quatro meses à frente da instituição.
O novo comandante-geral da PM, coronel Alexandre Mendes, destacou que dará continuidade ao trabalho de policiamento ostensivo nas ruas, fortalecendo os projetos e ações sociais de prevenção à criminalidade. “Darei continuidade, principalmente no combate ao crime organizado, ao tráfico de drogas e também ao trabalho social que é realizado em todo Estado de Mato Grosso pela nossa instituição fomentando cada vez mais a nossa atuação em prol da sociedade mato-grossense”, afirmou o coronel.
O governador Mauro Mendes, acompanhado da primeira-dama do Estado, Virgínia Mendes, em seu pronunciamento agradeceu ao coronel Jonildo José de Assis pela parceria com o Governo estadual para vencer a crise financeira enfrentada por Mato Grosso, também destacou que juntos trouxeram investimentos importantes que estão modernizando a Polícia Militar.
Mauro Mendes deu as boas-vindas ao novo comandante, que passa a liderar uma tropa com cerca de 7 mil policiais militares presentes nos 141 municípios. “Obrigado por aceitar este desafio, o senhor sabe a enorme responsabilidade que repousará sobre seus ombros, mas eu não tenho a menor dúvida da sua capacidade, lealdade e competência, para que junto com seus pares continue conduzindo essa importante instituição”, ressaltou o chefe do executivo.
A cerimônia com desfile militar foi prestigiada por familiares e amigos do coronel Mendes, dentre eles a sua mãe, Benedita Côrrea de Souza Mendes, e a esposa, a juíza de direito Ana Cristina Silva Mendes. O evento também contou com a presença do secretários de Estado Alexandre Bustamante (Segurança Pública), Allan Porto (Educação), Laice Souza (Comunicação), senador Jayme Campos, deputados estaduais Max Russi e Elizeu Nascimento, dentre outras autoridades civis e militares.
Currículo
O novo comandante-geral da PM, coronel Alexandre Mendes, nasceu no dia 19 de julho de 1974, em Cuiabá. É casado e possui uma filha, ingressou na carreira militar no dia 06 de março de 1995 e foi promovido ao último posto da PM em 15 de setembro de 2016.
Em mais de 27 anos de carreira, o comandante trabalhou em diversas unidades do interior com destaque para o 6º Batalhão de Polícia Militar de Cáceres, 2º Batalhão em Barra do Garças, 4º Pelotão em Canarana. Coronel Mendes, em sua jornada profissional, também exerceu a função de comando em unidades operacionais e administrativas, enquanto oficial superior, para a função de comandante do 10º BPM, diretor de gestão de pessoas, Coordenadoria de Comunicação Social Institucional e Marketing (CCSMI) e Diretoria de Ensino, Instrução e Pesquisa(Deip).
Coronel Mendes é graduado em Direito pela Universidade de Cuiabá (Unic), possui especializações em Swat Covert Entry, perícia em bombas e explosivos do Centro de Criminalística da PMERJ, perícia e investigação científica em incêndios florestais do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, investigação criminal do Centro de Criminalística da PMERJ, dentre outras formações.
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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