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Cestas básicas apreendidas durante operação policial são doadas a famílias em Porto Esperidião

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Cestas básicas e produtos de higiene apreendidos pela Polícia Civil durante a segunda fase da Operação Razia, realizada nesta quarta-feira (22), em Porto Esperidião e Glória d’Oeste, serão doadas a famílias em situação de vulnerabilidade social.

As cestas básicas foram apreendidas em um dos endereços alvos dos mandados de buscas, a residência do integrante de uma facção criminosa. Os produtos alimentícios foram compradas pelo grupo criminoso para doação a pessoas carentes como forma de cooptar apoio ou comprar silêncio de moradores diante de ações delituosas.

O juízo da Comarca de Porto Esperidião autorizou a doação após representação da Polícia Civil. As cestas foram entregues nesta quinta-feira ao Centro de Referência em Assistência Social do município, que fará a distribuição dos alimentos a famílias assistidas.

A Operação Razia apura os crimes de associação criminosa, tráfico e associação para o tráfico de drogas nas cidades de Porto Esperidião e Glória d’Oeste. Durante o cumprimento das buscas, dois suspeitos foram presos em flagrante por posse ilegal de munições e tráfico de drogas.

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Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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