POLÍCIA
Autor de roubo a residência e tortura psicológica contra vítimas é preso na Capital pela Polícia Civil
POLÍCIA
Raquel Teixeira/Polícia Civil-MT
Um dos autores de um roubo a residência ocorrido em Chapada dos Guimarães no ínicio deste mês foi preso nesta segunda-feira (21.03), em Cuiabá. As vítimas do roubo foram mantidas em cárcere privado por mais de 10 horas sob violência psicológica pelos criminosos que fugiram levando dois veículos da família, além de objetos pessoais e eletrônicos. O trio ainda fez transferências bancárias de contas das vítimas.
De acordo com o delegado Guilherme Pompeo, o investigado de 19 anos foi localizado no bairro CPA 2, em um prédio de quitinetes. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva expedido pela 2ª Vara Criminal de Chapada dos Guimarães após representação da Delegacia da Polícia Civil no inquérito que apura o roubo ocorrido no dia 09 de março.
O cumprimento da prisão contou com apoio de equipe da Delegacia Especializada de Entorpecentes (DRE). O investigado preso nesta segunda-feira respondeu a um ato infracional análogo ao crime de homicídio ocorrido em Paranatinga. Na época, ele tinha 15 anos quando cometeu o crime.
Roubo com restrição de liberdade
Uma das vítimas, um idoso de 77 anos, foi rendida na porta de casa, no bairro Bom Clima, no momento em que fazia a poda de plantas. Depois, foi levado pela dupla de criminosos para dentro da residência, quando chegou um terceiro suspeito e também rendeu a outra moradora.
Os criminosos começaram a vasculhar o local em busca de objetos de valor e armas e ameaçaram as vítimas durante o tempo em que permaneceram na residência, além de desferir coronhadas em uma delas. A audácia do grupo foi tanta que ainda fez comida e consumiu bebida alcoólica na casa. Os assaltantes levaram dois veículos (um Corolla Cross XRE e um Honda HRV), aparelhos eletroeletrônicos, celulares e uma espingarda de pressão. Antes de sair na madrugada, as vítimas foram deixadas amarradas em um dos quartos da casa.
A Polícia Militar foi acionada por vizinhos das vítimas e foi necessário arrombar a porta de um dos quartos para libertar as vítimas.
Além do roubo dos veículos e objetos, os criminosos obrigaram as vítimas a realizarem transferências bancárias, que totalizaram R$ 5,9 mil e ainda praticaram tortura psicológica contra o idoso fazendo roleta russa.
Buscas e prisão
A partir das informações iniciais coletadas, a equipe da Polícia Civil de Chapada dos Guimarães iniciou as buscas pelos criminosos e com a identificação das contas bancárias que receberam as transferências, os policiais civis localizaram duas mulheres que receberam os valores. Uma delas informou aos policiais que um primo havia pedido que ela recebesse o dinheiro em sua conta bancária e fizesse o saque do valor.
O suspeito foi identificado e preso em flagrante no momento em que buscava um familiar no trabalho. Conduzido à delegacia, ele confessou o crime durante interrogatório e também foi reconhecido pessoalmente pelas vítimas.
A Polícia Civil apurou que o roubo contou com a participação direta de pelo menos quatro criminosos. A investigação prossegue para identificar os outros envolvidos e localizar os veículos e objetos roubados.
A investigação contou com apoio da área de Inteligência e da Delegacia Especializada em Crimes Informáticos.
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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