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Autor de feminicídio ocorrido em Sinop tem prisão preventiva cumprida pela Polícia Civil

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O autor do feminicídio da corretora de imóveis Marlene Aparecida dos Reis foi preso, na manhã desta segunda-feira (10.10), em Sinop, pela equipe da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso (Dedm) do município.

O homem de 37 anos era marido da vítima e teve a prisão preventiva representada pela delegada Renata Evangelista no mesmo dia em que a Polícia Civil encontrou o corpo de Marlene em uma estrada que liga Sinop ao município de Vera.

Ao se apresentar, na Dedm de Sinop nesta manhã, acompanhado por sua advogada, o autor do crime foi preso pela equipe da unidade policial. Após a oitiva e demais procedimentos na delegacia, ele será encaminhado à penitenciária de Sinop.

Crime

Marlene Aparecida tinha 42 anos e seu corpo foi encontrado na tarde da última quinta-feira (06.10), na MT- 438, entre Sinop e Vera.

A filha da vítima procurou a Delegacia da Mulher de Sinop na manhã de quinta-feira e relatou que teve contato com sua mãe no dia anterior, pela última vez, por volta das 18h25 e, até então, tudo estava aparentemente normal.

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Contudo, um sobrinho do autor do crime informou a filha de Marlene que ele havia deixado a filha do casal, de cinco anos, na casa da avó, e estava bastante alterado, o que chamou a atenção dos familiares. Depois de receber essa informação, a filha mais velha de Marlene tentou contato com o padrasto e ele se mostrou, aparentemente, normal. Porém, a filha da vítima continuou tentando falar com o padrasto para se certificar se tudo estava bem e buscou contato novamente com a mãe, mas não conseguiu falar com Marlene e resolveu procurar a delegacia.

Ainda na manhã de quinta-feira, a filha da vítima conseguiu falar com uma amiga da mãe, que recebeu uma mensagem do autor do crime falando que havia perdido a cabeça enquanto conversava com a vítima, após convidá-la para sair e conversarem.

Após a comunicação feita pela filha da vítima, uma equipe da Delegacia da Mulher fez diligências e localizou o corpo de Marlene na MT-438. O veículo de Marlene, um Toyota Corolla, não foi localizado.

O corpo foi encaminhado para exame de necropsia. Indícios preliminares apontam que a vítima pode ter sido morta por asfixia, contudo, somente o exame pericial apontará a causa da morte.

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Com base nas informações colhidas durante as diligências, a delegada Renata Evangelista representou à Justiça pela prisão preventiva do autor do feminicídio.

Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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