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Ação conjunta realiza 10 dias de fiscalizações ambientais na região médio-norte de MT

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), em conjunto com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) e o Grupo Especial de Fronteira (Gefron), concluíram nesta sexta-feira (15.12), mais uma etapa da Operação Amazônia, deflagrada para fiscalização ambiental nos municípios de Itanhangá, Nova Maringá, Porto dos Gauchos e região.

Durante 10 dias de trabalhos, realizados entre 05 a 15 de dezembro, foram fiscalizadas seis áreas, resultando na confecção de quatro autos de infração, quatro autos de inspeção, quatro termos de embargo, cinco termos de apreensão, sete termos de depósito e dois termos de destruição, e a apreensão de três armas de fogo.

Em uma das áreas fiscalizadas no município de Nova Maringá, as equipes flagraram dois homens, em um acampamento improvisado na mata, em posse de uma espingarda adaptada para calibre .22 e uma arma artesanal calibre .28.

Um dos suspeitos abordados estava com mandado de prisão em aberto, expedido pela Comarca de São José do Rio Claro por tentativa de homicídio. Diante dos fatos, os dois suspeitos foram encaminhados para a Delegacia do município de São José do Rio Claro, onde foram autuados em flagrante.

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Carvoarias ilegais

No município de Itanhangá, foram identificadas atividades de carvoaria irregular, desmate e impedimento da regeneração da mata nativa, resultando na apreensão de maquinários, inutilização de dois fornos utilizados na fabricação de carvão. A ação resultou na condução um suspeito para a Delegacia de Tapurah pela atuação em crime ambiental.

Durante as fiscalizações no município de Itanhangá, as equipes receberam nova denúncia de que naquela região, supostamente existia outra carvoaria irregular. Em diligências para apurar os fatos, os policiais constataram a veracidade da denúncia, porém não sendo localizado nenhum responsável pelo local.

Os trabalhos confirmaram a irregularidade da atividade de carvoaria, sendo apreendido maquinário, inutilizado sete fornos para fabricação de carvão e destruído acampamentos utilizados pelos suspeitos.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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