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Construção de represas no Rio Cabaçal pode impactar a reprodução de peixes migratórios.

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A construção de seis represas nos municípios de Reserva do Cabaçal, Rio Branco, São José dos Quatro Marcos, Lambarí D’Oeste e Araputanga, municípios localizados na região oeste de Mato Grosso, chama a atenção para a possibilidade de danos ambientais a serem provocados no Rio Cabaçal. Curvelândia, outro município da região também deve ser diretamente impactado por estar localizado à jusante dos locais onde as represas devem ser instaladas.

Pesquisas demonstram que o rio Cabaçal tem grande importância na reprodução dos peixes migratórios e, consequentemente, para a diversidade biológica do Pantanal. Segundo estudos feitos pela Agência Nacional das Águas, 90% das espécies de peixes capturadas no Pantanal e Bacia do Alto Paraguai são migratórias.

Peixes como o Dourado, Pacu, Pintado e Cachara podem ser impactados pela instalação de seis represas no rio Cabaçal, um dos mais importantes para o abastecimento do Pantanal. As espécies são migratórias e precisam subir até a cabeceiras dos rios para se reproduzir. Com as barragens, o fluxo natural das águas é cortado, o que impede a migração dos peixes e sua reprodução.

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Os efeitos causados pelas represas provocam danos em cascata, pois todos que dependem dos peixes seriam afetados. Os animais do Pantanal perdem uma fonte crucial de alimentos. O turismo ambiental, o turismo de pesca e a pesca artesanal, atividades econômicas que mais geram trabalho e renda na região, teriam todo seu potencial reduzido, e até mesmo inviabilizado. Pescadores artesanais, donos de hotéis e restaurantes, piloteiros de barcos que transportam turistas em busca de peixes, todos seriam impactados.

Além disso, há a possibilidade de impactos ambientais severos como alterações na quantidade de sedimento e de nutriente nas águas, alterações no regime hídrico dos rios, etc.

Segundo Diagnóstico feito pela Agência Nacional de Águas, estão presentes no rio Cabaçal espécies como:

 

•Brycon hilarii–Piraputanga

•Hemisorubim platyrhynchos–Jurupoca

•Megaleporinus obtusidens–Piapara

•Piaractus mesopotamicus–Pacu

•Prochilodus lineatus–Curimbatá

•Salminus brasiliensis– Dourado

 

Espécies alvo encontradas em atividade reprodutiva no rio Cabaçal, durante o levantamento da Agência Nacional de Águas:

 

•Brycon hilarii–Piraputanga

•Hemisorubim platyrhynchos–Jurupoca

•Megaleporinus obtusidens–Piapara

•Piaractus mesopotamicus–Pacu

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•Prochilodus lineatus–Curimbatá

•Salminus brasiliensis– Dourado

 

Espécies alvo com maior probabilidade de utilizar o rio Cabaçal para desovas:

 

•Brycon hilarii–Piraputanga

•Metynnis mola–Pacupeva

•Megaleporinus obtusidens–Piapara

•Piaractus mesopotamicus–Pacu

•Pinirampus pirinampus–Barbado

•Prochilodus lineatus–Curimbatá

•Pseudoplatystoma corruscans-Pintado

•Sorubim lima–Jurupensém

•Pseudoplatystoma reticulatum–Cachara

•Salminus brasiliensis–Dourado

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Sema avalia aliar restauração florestal e venda de carbono em áreas do programa Todos pelo Araguaia

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Foto Programa Todos pelo Araguaia

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) avalia o potencial das áreas incluídas no programa Todos pelo Araguaia, desenvolvido em 12 municípios de Mato Grosso, para associar reflorestamento e mercado de carbono.

A proposta é viabilizar aos produtores a possibilidade de restauração como oportunidade de negócio, com geração de renda complementar com a venda de carbono.

Nesta quinta-feira (5.11), a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, participou de um encontro com produtores e especialistas sobre solo, água e pastagem no município de Barra do Garças.

Durante o evento, ela apresentou os resultados alcançados até o momento com o Programa Todos pelo Araguaia. Segundo ela, 40 propriedades foram contempladas com a iniciativa. Atualmente, existem três lotes em execução para recuperação de 686,7 hectares. Já foram plantadas 164.110 mudas, com 33.952.53 Km de cercas instaladas.

“Em sintonia com a agenda de regularização ambiental da Sema, o Todos pelo Araguaia fomenta a recuperação de áreas nas propriedades participantes. O programa prevê a realização de diagnóstico, planejamento, recuperação e monitoramento”, explicou.

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O Todos Pelo Araguaia é um programa que une produtores rurais, governo, empresas e organizações da sociedade civil com um objetivo em comum: recuperar áreas degradadas e proteger os recursos hídricos da bacia do Rio Araguaia.

Entre as iniciativas implementadas, estão a execução de projetos de reflorestamento das margens dos rios, implementação de técnicas de manejo sustentável do solo e da água, campanhas educativas voltadas à sensibilização da população sobre a importância da conservação ambiental e o fomento de práticas agrícolas sustentáveis que harmonizem a produção econômica com a preservação dos ecossistemas.

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