MATO GROSSO
Vestibular da Unemat oferece 2.370 vagas para início em 2024.
MATO GROSSO
A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) divulgou hoje (13) o edital do Concurso Vestibular 2024/1, para ingresso no primeiro semestre de 2024. Esta edição oferta 2.370 vagas em 60 cursos, distribuídos em 11 municípios do Estado.
NOVIDADES
Tradicionalmente, o ingresso no primeiro semestre de cada ano letivo era realizado pelo Sistema de Seleção Unificada (SiSU) do Ministério da Educação (MEC), que utiliza a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) do ano anterior; enquanto o ingresso no segundo semestre de cada ano letivo era realizado pelo vestibular próprio da Unemat.
Porém, a novidade é que o ingresso no primeiro semestre de 2024 será por vestibular próprio da Unemat; para tanto as inscrições e provas serão realizadas ainda neste segundo semestre de 2023.
Outra novidade é que este vestibular contará com dois processos seletivos: um por prova e outro por análise de histórico escolar do Ensino Médio, dependendo do curso no qual o candidato tiver interesse.
INSCRIÇÕES
As inscrições com isenção de taxa deverão ser feitas entre 14 e 22 de setembro.
As inscrições pagas deverão ser feitas de 14 de setembro a 30 de outubro.
As inscrições para o seletivo por prova custam R$ 100.
As inscrições para o seletivo por histórico escolar custam R$ 40.
O edital pode ser acessado clicando aqui.
PROVAS
As provas serão realizadas nas cidades de Alta Floresta, Alto Araguaia, Barra do Bugres, Cáceres, Cuiabá, Diamantino, Juara, Nova Mutum, Nova Xavantina, Pontes e Lacerda, Rondonópolis, Sinop e Tangará da Serra.
O Vestibular 2024/1 compreende duas fases: a primeira consta de quatro provas objetivas com questões sobre Ciências da Natureza e suas tecnologias, Matemática e suas tecnologias, Ciências Humanas e suas tecnologias, e Linguagens, Códigos e suas tecnologias; já a segunda etapa constitui-se de prova de redação.
As duas fases da prova serão realizadas em etapa única no dia 3 de dezembro, das 13 às 18 horas.
CHAMADAS
A 1ª chamada será realizada no dia 31 de janeiro, com envio de documentos entre os dias 1º e 5 de fevereiro.
Os candidatos que desejarem participar da 2ª chamada, bem como das chamadas subsequentes, deverão manifestar interesse presencialmente na Supervisão de Apoio Acadêmico (SAA) do câmpus onde o curso é ofertado.
A manifestação de interesse presencial deverá ser feita nos dias 19 e 20 de fevereiro.
Os candidatos que não comparecerem serão desclassificados e retirados da lista de espera.
A relação de cursos com vagas disponíveis para a 2ª chamada, bem como a quantidade, será divulgada no dia 14 de fevereiro.
A 2ª chamada e a lista de espera serão publicadas já no dia 20 de fevereiro, com matrículas presenciais nos dias 21 e 22 de fevereiro.
A 3ª chamada será publicada no dia 26 de fevereiro, com matrículas presenciais nos dias 27 e 28 de fevereiro.
A 4ª chamada será publicada no dia 4 de março, com matrículas presenciais nos dias 5 e 6 de março.
A 5ª chamada será publicada no dia 8 de março, com matrículas presenciais nos dias 11 e 12 de março.
O cronograma atualizado de chamadas e matrículas pode ser conferido clicando aqui.
COTAS
A Unemat adota sistema de ações afirmativas: todos os cursos oferecidos destinam vagas para estudantes oriundos de escolas públicas, dentro das quais são ofertadas as vagas para candidatos negros, indígenas e com deficiência, ou seja, as pessoas que concorrem a estas vagas também devem ter estudado em escola pública.
As cotas para candidatos negros incluem negros de pele escura (pretos) e negros de pele clara (pardos).
Cursos com 30 vagas reservam 18 vagas para alunos de escola pública, das quais 8 são para pretos e pardos, 1 para indígenas e 1 para pessoas com deficiência, com 8 para os demais candidatos de escola pública. 12 vagas serão destinadas à ampla concorrência.
Em cursos com 40 vagas, 24 são reservadas para alunos que cumpriram integralmente o Ensino Médio em escola pública. Destas 24 vagas, 10 são para estudantes negros, 2 para estudantes indígenas, 1 para estudantes com deficiência e 11 para os demais candidatos de escola pública. A ampla concorrência terá 16 vagas.
Ao todo, são 119 vagas destinadas para indígenas, 598 vagas para estudantes negros, 60 para pessoas com deficiência, 657 para demais alunos da rede pública e 956 para ampla concorrência.
A novidade desta edição é que o candidato que deseja concorrer por cotas para negros (tanto pretos quanto pardos) deve anexar um vídeo de identificação e autodeclaração.
O tutorial de como o vídeo deve ser feito pode ser assistido clicando aqui.
INCLUSÃO
O edital prevê atendimento especializado para candidatos com deficiência física, cegueira, baixa visão, visão monocular, surdez, surdocegueira, déficit de atenção, dislexia, autismo, discalculia, entre outros, além do atendimento específico para candidata gestante ou lactante ou para candidato com outra condição transitória específica, como acidente ou pós-cirúrgico.
Além disso, a Unemat informa que, para candidato trans (travestis, transexuais e transgêneros e todas as pessoas que se identifiquem com outro gênero que não aquele designado a partir do sexo biológico em seu nascimento), é ofertada a opção de utilização do nome social.
RESULTADO
O resultado final será divulgado a partir do dia 31 de janeiro. O período letivo terá início no dia 26 de fevereiro.
Todas as informações sobre as etapas do Vestibular e seus editais podem ser acessadas em vestibular.unemat.br
CONFIRA QUAIS SÃO OS NOSSOS CURSOS:
Cursos com ingresso por histórico escolar:
Arquitetura e Urbanismo (Integral): Barra do Bugres
Ciências Biológicas: Alta Floresta (Noturno), Cáceres (Integral), Nova Xavantina (Noturno) e Tangará da Serra (Noturno)
Ciência da Computação: Alto Araguaia (Noturno), Barra do Bugres (Noturno) e Cáceres (Matutino)
Ciências Econômicas (Noturno): Sinop
Educação Física: Cáceres (Matutino) e Diamantino (Noturno)
Engenharia Civil (Integral): Nova Xavantina, Sinop e Tangará da Serra
Engenharia de Produção Agroindustrial (Noturno): Barra do Bugres
Engenharia Elétrica (Integral): Sinop
Engenharia Florestal (Matutino): Alta Floresta
Geografia (Noturno): Cáceres e Sinop
Gestão de Turismo (Noturno): Nova Xavantina
Gestão e Inovação em Agronegócios (Matutino): Tangará da Serra
História (Noturno): Cáceres
Jornalismo (Noturno): Tangará da Serra
Letras (Noturno): Alto Araguaia, Cáceres, Pontes e Lacerda, Sinop e Tangará da Serra
Matemática (Noturno): Barra do Bugres, Cáceres e Sinop
Produção de Alimentos (Noturno): Barra do Bugres
Sistemas de Informação (Noturno): Sinop
Zootecnia (Integral, com atividades concentradas no matutino): Pontes e Lacerda
Cursos com ingresso por prova:
Administração (Noturno): Diamantino, Juara, Nova Mutum, Sinop e Tangará da Serra
Agronomia (Integral): Alta Floresta , Cáceres, Nova Mutum, Nova Xavantina e Tangará da Serra
Ciências Contábeis (Noturno): Cáceres, Nova Mutum, Sinop e Tangará da Serra
Direito: Alta Floresta (Noturno), Barra do Bugres (Noturno), Cáceres (Matutino), Diamantino (Noturno) e Pontes e Lacerda (Noturno)
Enfermagem (Integral): Cáceres, Diamantino e Tangará da Serra
Medicina (Integral): Cáceres
Pedagogia (Noturno): Cáceres, Juara e Sinop
Fonte https://unemat.br/noticias/13-9-2023-vestibular-da-unemat-oferece-2-370-vagas-para-inicio-em-2024
MATO GROSSO
Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore
O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.
O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.
“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.
O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.
Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.
Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.
No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.
Na prática, isso significa que a Câmara não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.
O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.
“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.
A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.
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