CUIABÁ

MATO GROSSO

Verde Novo troca mudas de árvores por resíduos em EcoPonto da Federação das Indústrias

Publicados

MATO GROSSO

Colaboradores do Sistema da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), visitantes da instituição e até quem estava em férias compareceu na tarde terça-feira (07) ao EcoPonto Lixo Zero, instalado na sede da instituição, no Centro Político Administrativo, para trocar aquilo que iria para o lixo por uma muda de árvore frutífera (pitanga, acerola, jabuticaba e pitomba ou ainda ipês branco e roxo).
 
A analista de processo do Sistema Fiemt, Luciana Trombim, está em férias, mas fez questão de interromper o descanso para levar sacolas cheias de papelão, caixa de leite, tampinhas e garrafas plásticas até o EcoPonto instalado na sede da instituição que trabalha. Todo o resíduo levado por ela foi gerado em uma semana. “Fiz isso pelo meu compromisso como cidadã preocupada com o meio ambiente e preocupada com o nosso planeta, que realmente precisa de muita ajuda. Se cada um fizer sua parte, vamos ter um lugar melhor para se viver”, analisou.
 
A ação alusiva à semana do Meio Ambiente é uma realização da federação em parceria com o Instituto Ação Verde e o Projeto Verde Novo, do Poder Judiciário de Mato Grosso, com o objetivo de conscientizar a população sobre importância de preservar o meio ambiente. “No mês da indústria, maio, nós implantamos o Ecoponto Lixo Zero e vamos estender até o dia 30 de junho, que é o mês do meio ambiente. Estamos muito felizes neste dia fazer essa troca de lixo por uma árvore na sede da nossa instituição”, afirmou o superintendente da Fiemt, Mauro Santos.
 
Ao todo, 250 mudas foram trocadas por resíduos na tarde de conscientização ambiental. A estudante do 9º Ano do Ensino Fundamental II, Sophie Corvoisier, de 14 anos, foi uma das que recebeu uma muda em troca do lixo levado para ter uma destinação correta. A garota adorou a ideia do descarte correto de lixo eletrônico. “Normalmente você vê coleta de papelão, garrafa PET, porém eletrônicos, celular, bateria, não é tão comum. E eu acho que o lixo eletrônico é pior ainda, porque tem radiação e se vai para o meio ambiente afeta nossa saúde, temos que ter muito cuidado”, considerou.
 
O presidente do Instituto Ação Verde, Adilson Valera Ruiz, destacou que a organização, desde sua criação, há 15 anos, prega pela união entre os setores público, privado, sindicatos e demais elos da cadeia produtiva. “Todos setores consomem produtos e geram resíduos. Precisamos ter a conscientização que esse resíduo tem que retornar para um local adequado, com possibilidade de reciclagem, de transformar em novos produtos, de virar renda, promover a dignidade, o emprego para muita gente. Nós temos que fomentar isso, esse é o nosso trabalho”, pontua.
 
O superintendente do Instituto Ação Verde, Álvaro Leite, lembrou que a parceria com o Tribunal de Justiça é de longa data com a realização do Projeto Verde Novo e nesta terça somou-se a Fiemt para a ação do Ecoponto Lixo Zero. “Eu tenho certeza que todos que aqui vierem sairão convictos que a melhor maneira de a gente conservar o meio ambiente é fazendo a nossa parte. Segregando os resíduos, reutilizando o que for possível e entregando no local do descarte correto para a reciclagem.”
 
A engenheira florestal da equipe do Projeto Verde Novo, Rosiani Carnaíba, citou que as parcerias em prol do meio ambiente têm garantindo uma ampla agenda de atividades do projeto em escolas, instituições, praças, parques, ruas, com o plantio e a distribuição de mudas. “Em cada local deixamos a mensagem sobre a importância da arborização, do cuidado necessário com o lixo e de como preservar o ambiente que vivemos”, cita.
 
EcoPonto Lixo Zero – O local de coleta de resíduos recicláveis funciona de segunda à sexta-feira, das 8h às 18h, até o dia 30 de junho na sede da Fiemt e tem como objetivo diminuir os impactos negativos ao meio ambiente e estimular a educação ambiental.
 
São aceitos resíduos como aparas de papel, jornais, revistas, caixas, papelões, tampas, potes de alimentos, garrafas e sacos plásticos em geral, peças de brinquedos, latas de alumínio, metais, PVC, tubos, canos e óleo de cozinha. Importante salientar que não são aceitos madeira, tecido, pilha, lâmpadas e pilhas.
O projeto, idealizado pela Teoria Verde e apoiado pelo Sindicato da Indústria de Reciclagem do Estado de Mato Grosso (Sindirecicle), coleta os materiais doados pela população e destina 100% do valor arrecadado com a venda dos materiais para instituições sociais no estado tais como hospitais especializados em doenças graves, projetos sociais da área de educação, abrigos e ONGs que defendem a causa animal.
 
Descrição da imagem: Imagem 1 – Foto retangular colorida da fachada da Fiemt em primeiro plano e ao fundo o Ecoponto. Foto 2 – Foto retangular colorida. A analista de processo do Sistema Fiemt, Luciana Trombim mostra as caixas de leite que serão descartadas. Foto 3 – Foto retangular colorida. O superintendente do Instituto Ação Verde, Álvaro Leite, explica para a estudante Sophie Corvoisier e colegas como fazer o plantio da muda.
 
Alcione dos Anjos
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Apenados em regime fechado são atendidos durante o Registre-se
Propaganda

MATO GROSSO

Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

Publicados

em

O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

Leia Também:  CSMP divulga lista definitiva de inscritos

Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

Leia Também:  TCE-MT fará recomendações a Estado e municípios para dar efetividade ao Mais MT Cirurgias

Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA