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Uso de tecnologia educacional potencializa processo de aprendizagem nas escolas estaduais

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¿Na Escola Estadual Padre José Maria do Sacramento, em Nova Brasilândia (MT), as aulas de Matemática, Ciências e Artes se tornaram muito mais atrativas. Na unidade, que fica a 201 quilômetros de Cuiabá, a inserção da Tecnologia Educacional por meio da aquisição de kits dos Projetos ETC Educação, Tecnologia e Construção potencializou o processo de aprendizagem. A experiência com os kits, implantada na Rede Estadual de Ensino, foi possibilitada por investimentos de R$41 milhões.

De acordo com o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, esse é apenas um dos muitos investimentos feitos pelo Governo de Mato Grosso em Tecnologia Educacional. “É um recurso pedagógico inédito que, além do estímulo ao estudo de Ciências e Matemática, permite o desenvolvimento de habilidades e competências importantes para o crescimento humano e tecnológico dos estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do 1° ao 3° ano do Ensino Médio”.

Na unidade escolar de Nova Brasilândia, seis turmas e cerca de 150 estudantes, desenvolvem os projetos fazendo uso do material didático da Tecnologia Microkids ETC. Segundo a professora de Ciências Naturais e orientadora dos projetos, Ivonete Dutra, durante as aulas os cadernos do kit são utilizados juntamente com os livros estimulando ainda mais o aprendizado. Ela explica que por meio do Projeto ETC MK Maker, desenvolve junto com os estudantes do 6º e 7º anos o kit Circuito Elétrico, estimulando a criatividade com a “mão na massa”.

“Com esse kit formatamos um prédio iluminado e uma ambulância, além de mostrarmos que é possível variar as combinações com outras propostas. Já os alunos do 8º e 9º ano, construíram maquetes sobre sistema de geração de energia, uma casa iluminada, o quiz e o cartão iluminado, por meio do Projeto ETC MK Maker Montar Cidade”, conta a professora.

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Ainda segundo ela, as ações pedagógicas integradas ao uso da tecnologia facilitam o aprendizado. “A temática circuitos elétricos e eletricidade não é um objeto de conhecimento fácil de ser compreendido pelos estudantes, principalmente do 7º ano, porém, com a integração de materiais tecnológicos facilitou muito a compreensão desses conceitos”, ressalta.

A coordenadora escolar da unidade, Rosane Behling, explicou que com a aplicação do novo material as aulas se tornaram mais atrativas e divertidas. “Por meio da construção de códigos, por exemplo, é possível contextualizar os conteúdos desenvolvendo nos estudantes a cultura maker e o pensamento computacional. Os kits de Projetos, somado ao disponibilizado na plataforma Microkids, aguça e desperta a criatividade dos alunos”, pontua.

Didática

Dentro do roteiro bimestral da turma são colocadas duas aulas de tecnologia para o desenvolvimento com os materiais, cadastro e acesso na Plataforma. Seguido da Metodologia de “Sala de Aula Invertida”, os estudantes levam o material para casa e fazem outras oficinas do caderno, trazendo em um dia marcado para socializar com as turmas e fazer reflexão dos resultados em sala de aula com sua turma e professor, além de serem avaliados.

Rosane Behling, comentou ainda sobre o que observou após a formatação dos projetos. “É uma atividade integrada com outras disciplinas de forma lúdica, tornando o aprendizado muito mais significativo tendo os estudantes como protagonistas das ações. Estamos inserindo agora no projeto de tecnologia outras disciplinas como Matemática e Artes”, destaca.

Segundo a coordenadora, a equipe gestora tem apoiado todas as ações desenvolvidas pelo corpo docente, inclusive incentivando um intercâmbio entre escolas da região oportunizando a troca de conhecimentos entre os estudantes e professores.

Por meio do desenvolvimento dos projetos os estudantes aprendem a desenvolver o pensamento lógico, comentou umas das autoras da Tecnologia Microkids, Kellen Camargo. “Com o desenvolvimento das atividades, contextualização e compartilhamento de experiências, os alunos tornam-se protagonistas e autores da tecnologia, não apenas consumidores”, enfatiza. ¿

Fonte: Governo MT – MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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