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Turma de 1998 comemora 25 Anos de ingresso na magistratura

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O dia 17 de julho de 1998 é uma data muito especial para o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, pois marca o aniversário de 25 anos da posse de 19 magistrados e magistradas aprovados(as) no concurso de 1996 para a carreira.
 
Na foto, a partir da esquerda, o então presidente do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargador Benedito Pompeu de Campos Filho, dava posse aos juízes Luís Aparecido Bortolussi Júnior, Nilton de Godoy, Paulo Márcio Soares de Carvalho, Denise Drumond, João Alberto Menna Barreto Duarte, Antônio Veloso Peleja Júnior, Rita Soraya Tolentino de Barros, Milene Aparecida Pereira Beltramini, Anglizey Solivan de Oliveira, Luís Augusto Veras Gadelha, Gleide Bispo Santos, Leomir Lidio Luvizon (in memorin), Roberto Teixeira Seror, Eulice Jaqueline da Costa Silva Cherulli, Alexandre Elias Filho, Aristeu Dias Batista Vilella, Edleuza Zorgetti Monteiro da Silva, Suzana Guimarães Ribeiro e Walter Pereira de Souza. Por estar nos últimos dias de gestação, a juíza Maria Rosi de Meira Borba, que também fazia parte da turma, não pode comparecer à cerimônia.
 
A juíza Jaqueline Cherulli, da Terceira Vara Especializada de Família e Sucessões da Comarca de Várzea Grande, que também integra a Turma Recursal do Juizado Especial, comenta que o maior desafio enfrentado durante o exercício da magistratura é entregar aquilo que é pedido e esperado pelo cidadão.
 
“O principal desafio do magistrado é entregar o que é pedido, o que a parte vem buscar do Poder Judiciário, isso com certeza é o nosso principal desafio, ouvirmos e compreendermos as necessidades do jurisdicionado. Essa é a essência da nossa atividade, que se traduz na leitura daquilo que nos chega, onde cada ação ajuizada traz o relato de uma necessidade buscada pelo cidadão, que certamente não teve meios suficientes de se obter resposta. Com isso, o crescimento humano construído ao longo de 25 anos de magistratura é imensurável. Sempre tive o foco no autoconhecimento e na busca de ferramentas capazes de garantir o olhar para o outro desprovido de julgamento, buscando a compreensão do que move as pessoas que chegam até nós. Tenho certeza que o crescimento humano trazido pela magistratura é um dos principais ganhos que essa carreira traz para as nossas vidas”.
 
Jaqueline Cherulli é natural de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, e na magistratura mato-grossense atuou nas comarcas de Alta Floresta, Diamantino, Barra do Garças, Rondonópolis e Várzea Grande. A juíza ainda lembra, que a que graças a um texto produzido por ela, um deputado federal sugeriu a alteração do Código de processo Civil quando foi incluída a guarda compartilhada.
 
Para o juiz Antônio Veloso Peleja Júnior, coordenador das atividades pedagógicas da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), o crescimento humano também foi apontado como um dos principais ganhos adquiridos durante a carreira.
 
“O crescimento humano e a oportunidade dada pelo Tribunal de Justiça para o aperfeiçoamento na carreira são, para mim, as principais conquistas que pude receber, e pelas quais sou muito grato. São 25 anos de magistratura e 25 anos de uma gratificante via de mão dupla, onde os dois lados ganham e os dois lados aprendem. Como magistrados somos levados a exercer funções múltiplas dentro de um único cargo. Não estamos aqui simplesmente para dar sentenças frias sobre a vida daqueles que buscam por uma decisão justa do judiciário. Aqui desenvolvemos habilidades extras, aqui somos psicólogos, gestores, julgadores, conciliadores, apaziguadores. Temos que ter muita sensibilidade e responsabilidade, afinal estamos lidando com vidas, que vieram até nós em um momento de dor, conflito e necessidade”, sublinha Peleja.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: A partir da esquerda, participam da posse os juízes Luís Aparecido Bortolussi Júnior, Nilton de Godoy, Paulo Márcio Soares de Carvalho, Denise Drumond, João Alberto Menna Barreto Duarte, Antônio Veloso Peleja Júnior, Rita Soraya Tolentino de Barros, Milene Aparecida Pereira Beltramini, Anglizey Solivan de Oliveira, Luís Augusto Veras Gadelha, Gleide Bispo Santos, Leomir Lidio Luvizon (in memorin), Roberto Teixeira Seror, Eulice Jaqueline da Costa Silva Cherulli, Alexandre Elias Filho, Aristeu Dias Batista Vilella, Edleuza Zorgetti Monteiro da Silva, Suzana Guimarães Ribeiro e Walter Pereira de Souza. Segunda imagem: Juíza Jaqueline Cherulli está sentada, em frente a uma prateleira com livros. Ela veste blazer vermelho e usa colar de pérolas. Terceira imagem: Juiz Antonio Peleja concede entrevista à TV.Jus. Ele usa blazer azul da cor azul escuro.
 
Naiara Martins/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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