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Tribunal de Justiça e Prefeitura de Várzea Grande avançam na implantação da Justiça Restaurativa

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O Poder Judiciário de Mato Grosso e a Prefeitura de Várzea Grande deram mais um importante passo na implantação da Justiça Restaurativa na rede de ensino, nessa quinta-feira (29 de fevereiro), com a participação de todas as 93 diretoras escolares do Município na palestra “Processos circulares como ferramenta pedagógica”, ministrada pela assessora especial da Presidência do Tribunal de Justiça (TJMT) para a Justiça Restaurativa, Katiane Boschetti da Silveira, no Fórum daquela comarca.
 
Logo após a atividade, a assessora, juntamente com o gestor do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), Rauny José da Silva Viana, se reuniram com a primeira-dama de Várzea Grande, promotora de Justiça Kika Dorileo Baracat, que tem acompanhado de perto o processo de implementação da política de pacificação social naquele município.
 
Conformo juiz e diretor do foro, Luis Otávio Pereira Marques, que participou da palestra, desde o ano passado que a parceria vem sendo colocada em prática. “Ano passado demos o primeiro passo na implementação da Justiça Restaurativa na comarca de Várzea Grande, que abrange os municípios de Várzea Grande e de Nossa Senhora do Livramento. Nesse segundo passo, contamos com a presença de todos os diretores de unidades escolares de Várzea Grande para dar conhecimento do que se trata a Justiça Restaurativa, quais as ferramentas a serem utilizadas na busca da pacificação social”.
 
Em outubro de 2023, um termo de cooperação foi firmado entre o TJMT e a Prefeitura de Várzea Grande, com o objetivo de implementar a política de pacificação social nas escolas. Também no ano passado, 25 servidores públicos do Município foram formados como facilitadores de círculos de construção de paz. A ideia agora é ampliar esse número entre os servidores da Educação. “Esse é mais um marco histórico na comarca de Várzea Grande. Nós estamos, desde o ano passado, fazendo ações para implementar a política da Justiça Restaurativa como uma política de pacificação social. Temos 25 pessoas da cidade formadas como facilitadores e são justamente lideranças que, neste momento, nos auxiliam a fazer um plano de implementação”, afirma Katiane Boschetti.
 
A superintendente pedagógica de Várzea Grande, Luz Marina Coelho, é uma das facilitadoras já formadas pela parceria entre Judiciário e Executivo municipal. Ela conta que, onde foram realizados círculos de construção de paz, já foi possível perceber a boa receptividade dos participantes. “Eu posso dizer que foi uma experiência maravilhosa! De outubro até dezembro, nós trabalhamos em quatro unidades e, nessas unidades, fazem sempre o convite para voltar novamente porque foi bom. Fizemos [círculos de construção de paz] com pais de alunos, com grupos da escola, com equipe da limpeza, com merendeiras”, relata.
 
Luz Marina afirma ainda que a expectativa é dar início à formação de 100 profissionais da Educação no mês de abril. Ela acredita que a utilização da metodologia de pacificação social levará benefícios à convivência entre professores, alunos, pais, funcionários e comunidade em geral. “Será de grande importância para nós no município porque temos 93 unidades. Então você imagina quantas coisas boas, quantos benefícios a rede vai receber embarcando nesse círculo de construção de paz. Essa primeira reunião foi justamente para sensibilizar os gestores para darmos o pontapé inicial a mais essa frente com toda força, toda vontade de trabalhar para trazer benefícios para os nossos alunos e para a comunidade escolar”.
 
Justiça Restaurativa – O Poder Judiciário de Mato Grosso coloca em prática a metodologia do círculo de construção de paz por meio do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), responsável também pela promoção de cursos de facilitadores. Mais de 1.800 círculos de construção de paz foram realizados, envolvendo mais de 20 mil participantes, sendo mais de 4,5 mil estudantes de escolas públicas, somente no ano passado.
 
O Círculo de Construção de Paz é um processo estruturado para organizar a comunicação em grupo, a construção de relacionamentos, a tomada de decisões e resolução de conflitos de forma eficiente, o que acontece por meio da incorporação de uma filosofia de relacionamento e de interconectividade que pode guiar as pessoas em todas as circunstâncias.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Foto em plano aberto que mostra a palestra sendo proferida por Katiane Boschetti para dezenas de educadoras, que estão sentadas no auditório do Tribunal do Júri do Fórum de Várzea Grande. Katiane é uma mulher branca, loira, usando vestido longo branco com estampa floral escura e sandália azul marinho. Ela está em pé e falando ao microfone. Segunda imagem: Foto em plano aberto que mostra, da esquerda para a direita, o gestor do NugJur, Rauny José da Silva Viana, a primeira-dama de Várzea Grande, Kika Dorileo Baracat, e a assessora especial do TJMT, Katiane Boschetti. Eles estão em pé, sorrindo para a foto, no gabinete da Prefeitura.
 
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Celly Silva/ Fotos: Alair Ribeiro/Secom VG
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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