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TCE-MT capacita servidores sobre educação financeira com ênfase em renda fixa e variável

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Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT
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TCE-MT capacita servidores sobre educação financeira com ênfase em renda fixa e variável.

Servidores do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) iniciaram, nesta quarta-feira (13), o curso “Educação Financeira, com Ênfase em Renda Fixa e Variável”, que garantirá um gerenciamento mais eficiente de suas finanças. Ao longo de dois dias, os participantes serão orientados sobre como planejar, poupar, investir e utilizar o crédito de maneira consciente. 

Realizado pela Escola Superior de Contas em parceria com a Secretaria Executiva de Gestão de Pessoas, a proposta da capacitação surgiu após a migração do regime previdenciário no Tribunal e nos demais órgãos do Estado. O processo foi concluído no final de outubro e despertou uma série de dúvidas sobre aposentadoria e investimentos tanto entre os que optaram pela migração quanto pela não migração. 

Foi o que explicou o professor Kelliton de Rodrigues de Souza. “Os próprios servidores nos procuraram e, em sua maioria, apontaram que hoje aplicam na caderneta de poupança, o que é algo extremamente inviável do ponto de vista de rentabilidade. Daí surgiu a ideia do curso”, disse. Uma segunda edição será realizada na próxima semana, nos dias 18 e 19 de novembro.  

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Segundo o professor, a habilidade para tomar decisões boas financeiras garante qualidade de vida e saúde mental ao evitar dívidas desnecessárias e proporcionar a estabilidade econômica necessária para o atingimento de metas de curto, médio e longo prazo. “O objetivo é ajudar a entender os princípios dessa lógica de investimento que está posta no mercado e que ainda está distante de muitas pessoas.” 

Kélliton, que é matemático e atua na Secretaria Executiva de Gestão de Pessoas do TCE-MT, também destacou o papel do orçamento anual na organização das receitas e despesas e apresentou os três perfis de carteiras de investimentos: conservador, moderado e arrojado. “Trabalhamos o orçamento doméstico, para que o servidor saiba onde cortar gastos para depois ele entender onde esse recurso pode ser alocado de acordo com o seu perfil.”  

Além disso, apontou as principais diferenças entre renda fixa e renda variável, ressaltando a importância da diversificação de carteiras de investimentos, o que assegura a distribuição de riscos e evita eventuais impactos negativos sobre o patrimônio. Neste contexto, citou exemplos de produtos como fundos imobiliários, Certificados de Depósito Bancário (CDB), títulos públicos e ações.

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“A renda fixa tem uma previsibilidade do rendimento. Quando você contrata já há uma perspectiva do quanto você vai ter de rendimento no futuro. Já a renda variável não. Ela flui de acordo com a lógica do mercado. Pode se ter um rendimento muito bom no futuro ou pode ter um rendimento negativo e, obviamente, quanto maior o risco, maior a perspectiva de retorno”, pontuou.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT 
E-mail: imprensa@tce.mt.gov.br

Fonte: TCE MT – MT

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95 anos da padroeira do Brasil; entenda

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Em 1717, Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso navegavam pelo Rio Paraíba do Sul, no estado de São Paulo. Após diversas tentativas frustradas de pesca, os homens encontraram uma imagem de barro que estava submersa. Ao retirá-la da água, perceberam que se tratava de uma imagem da Virgem Maria, mais precisamente, da Imaculada Conceição. Passaram a chamá-la, então, de Aparecida.

O achado foi um marco na vida dos pescadores, que começaram a relatar graças e milagres atribuídos à intercessão da Virgem. A fama da imagem se espalhou, atraindo devotos que vinham em romarias de diversas partes do Brasil. Mais de dois séculos depois, em 1930, o papa Pio XI assinou o decreto que proclamou Nossa Senhora Aparecida padroeira do Brasil.

A cerimônia solene aconteceu apenas em 1931, no Rio de Janeiro, então capital federal, diante de cerca de 1 milhão de pessoas. À época, foi lido publicamente o decreto pontifício que declarava a Virgem Maria, sob o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, padroeira da nação brasileira. No mesmo dia, foram acrescentadas ao manto que veste a imagem as bandeiras do Brasil e do Vaticano.

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Décadas depois, em 1980, durante a primeira visita do então papa João Paulo II ao Brasil, o dia 12 de outubro foi oficialmente instituído como feriado nacional em honra à padroeira do país. Desde então, cerca de 10 milhões de peregrinos visitam todos os anos o Santuário Nacional de Aparecida, no estado de São Paulo, com o objetivo de renovar a fé e confiar intenções à Virgem Maria.

Para dom Vilson Dias de Oliveira, bispo emérito de Limeira (SP) e membro da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida transcende as fronteiras do território brasileiro e se apresenta como “farol espiritual” no horizonte do catolicismo universal. Em carta, ele destaca a solicitude da santa pelos pequenos e pobres.

“O achado da pequena imagem nas águas do Rio Paraíba do Sul não inaugurou apenas um capítulo na história da fé nacional, mas inscreveu no patrimônio da Igreja um acontecimento profundamente teológico: a manifestação da solicitude de Maria pelos pequenos, pelos descartados e pelos continentes que buscam a sua libertação e unidade no Evangelho de Cristo”, escreveu.

O religioso avalia que, para a América Latina como um todo, a devoção a Nossa Senhora Aparecida guarda “ressonância singular e profética”.

“O continente latino-americano, marcado por feridas históricas de desigualdade, mas iluminado por uma piedade popular fervorosa, encontra na Virgem de barro negro a expressão viva do rosto da própria Igreja continental.”

No documento, o bispo emérito avalia que a figura da Virgem Aparecida atesta para o mundo que Deus prefere manifestar sua grandeza por meio do que é frágil e humilde. A pequena imagem quebrada, recolhida do fundo das águas por mãos de pescadores simples, segundo ele, recorda que a verdadeira evangelização “nasce do amor encarnado na realidade concreta dos povos e das suas culturas”.

“Que as comunidades espalhadas por todo o Brasil e pelos países irmãos da América Latina não temam dar este passo audacioso. Diante dos desafios sociais, econômicos e espirituais que marcam o nosso tempo, a Virgem Aparecida nos recorda que Deus continua a realizar suas maiores maravilhas por meio dos humildes e organizados em comunidade”, concluiu dom Vilson Dias de Oliveira.



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