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TCE-MT apresenta em Congresso a aplicação de algoritmos para redução de gastos com energia

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Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) destacará a aplicação de algoritmos de otimização para determinação do montante de demanda contratada de energia durante o XIII Congresso Brasileiro de Planejamento Energético. O evento acontece de forma híbrida entre os dias 24 e 26 de agosto.  

Sob a orientação do presidente José Carlos Novelli, a equipe de apoio do Sistema de Gestão de Energia (SGE) do TCE-MT seguiu em busca de oportunidades de melhoria, e identificou que a instituição tem condições de reduzir os custos com as faturas de energia elétrica apenas efetuando a adequação de contratos de Demanda Contratada junto à concessionária local.  

A redução, de acordo com o projeto que será apresentado no Congresso, não oferece custos e prevê queda de 2,134%. Sendo assim, a estimativa de economia é de aproximadamente R$ 31.191,46 ao ano, sem qualquer outra alteração no âmbito organizacional ou de infraestrutura.  

Além disso, outras ações corretivas foram sugeridas a partir da análise das faturas de energia elétrica do Tribunal de Contas. O trabalho é fruto de parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).  

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Vale destacar que, desde que o TCE-MT iniciou o processo de certificação da ABNT ISO 50001 em 2013, uma série de ações foi realizada buscando a eficiência energética das instalações elétricas. Ao longo destes nove anos, diversos avanços foram alcançados, divulgados e documentados.  

Isso porque os processos de certificação da ABNT ISO seguem o modelo de gestão de melhoria contínua. Ou seja, a cada processo de recertificação, a renovação torna-se mais difícil, haja vista que o custo-benefício de implementação das melhorias residuais tornam-se inviáveis e quase que impraticáveis após os processos iniciais de mudanças. 

Durante o encontro, o engenheiro eletricista e servidor da Corte de Contas, Walter Aguiar, vai explicar a metodologia utilizada pela equipe e abordar pontos como o histórico de demanda contratada e medida pelo órgão, definição de escopo e cenário de análise e tratamento dos dados para otimização.   

O evento 

A XIII edição do CBPE será realizada de 24 a 26 de agosto de 2022, no formato híbrido, com algumas atividades presenciais nos polos e por meio de plataforma digital contratada para a transmissão de todo o evento.

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As Mesas Redondas serão realizadas em cinco (5) polos estaduais: Itajubá (MG), Brasília (DF), Campinas (SP), Tramandaí (RS) e Fortaleza (CE). O público poderá optar por assistir o evento totalmente de forma virtual ou participar da atividade que será realizada presencialmente em alguns polos.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: imprensa@tce.mt.gov.br
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Fonte: TCE MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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