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Sistema Multiportas: webinário sobre pensamento sistêmico será realizado em 18 de agosto

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A Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) realiza, no dia 18 de agosto, uma nova edição do webinário Encontro sobre o Fortalecimento do Sistema Multiportas. Desta vez, será abordado o tema “Pensamento Sistêmico – o novo paradigma da Ciência e o Sistema Multiportas”. Os palestrantes serão Maria José Esteves de Vasconcelos e Décio Fábio Oliveira Júnior.
 
A ação pedagógica será ministrada virtualmente, com atividades síncronas por meio da exposição dialogada e fórum. Previamente ao dia do webinário será enviado aos participantes inscritos, via e-mail, material explicativo com instruções de navegação/senha, leitura de texto e vídeo que contextualizará o tema abordado. O evento será realizado das 8h às 12h.
 
Segundo a coordenadora da iniciativa, juíza Jaqueline Cherulli, o encontro tem como objetivo debater questões relativas à contribuição e ao uso do Pensamento Sistêmico no Sistema Multiportas. Visa agregar saberes e recursos no desempenho das atividades, aprimorar saberes da natureza da autocomposição, a partir de um novo paradigma da ciência e o desenvolvimento de metodologia de atendimento sistêmico para construção de solução de situação-problema em contexto de autonomia; identificando padrões e possibilitando a criação de possibilidade de construção de novas soluções de vida.
 
Ainda conforme a magistrada, o webinário pretende sedimentar o conhecimento interdisciplinar a respeito da construção de soluções que sirvam à vida e para a vida, como meio adequado de transformação dos conflitos no Sistema Multiportas brasileiro. “Queremos proporcionar aos cursistas contato com os saberes que proporcionam maior segurança ao atuar como agentes colaboradores, de forma efetiva, nos números e resultados que afetam diretamente a imagem da Justiça Brasileira e a satisfação dos jurisdicionados.”
 
Podem se inscrever magistrados(as), assessores(as), advogados(as), integrantes da unidade jurisdicional e equipes multidisciplinares.
 
 
Palestrantes
 
Décio Fabio de Oliveira Junior: graduado em medicina pela UFMG em 1990. Pós-graduado em cirurgia pediátrica em 1993 pela mesma universidade. Estudou hipnose, pós-graduação lato senso em acupuntura – IBEH. Médico e cirurgião, deixou essa carreira após 20 anos, para dirigir o Instituto Desenvolvimento Sistêmico para a Vida – IDESV, empresa dedicada à difusão do pensamento sistêmico e Editora Atman, que publicou mais de 30 títulos ligados ao tema. Tornou-se especialista em 3 abordagens relevantes para as organizações: Teoria das restrições de E. Goldratt, Teoria da complexidade de E. Jaques e Abordagem fenomenológica de Bert Hellinger e fundou com Roberto Mauro Costa a Refinne (2012), empresa de consultoria especializada em gestão sistêmica e gestão da complexidade com foco no human capital. Membro da Global Organization Design Society (Toronto) desde 2007. Já prestou consultoria em empresas como a Natura, TAM, Gerdau e empresas de menor porte sobre temas que envolvem a gestão da complexidade e sucessão de cargos.
 
Maria José Esteves de Vasconcelos: professora, consultora e palestrante, abordando o Pensamento Sistêmico Novo-Paradigmático e as implicações dessa nova visão de mundo em nossa forma de viver e atuar nas mais variadas áreas, em nossa forma de nos relacionar. Fundamentada na sua concepção do Pensamento Sistêmico como o novo paradigma da ciência, a Metodologia de Atendimento Sistêmico viabiliza práticas inovadoras para solução de situações-problema nas áreas de educação, saúde, empresas, meio ambiente, políticas sociais, direito, solução de conflitos e relações internacionais.
 
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Ao fundo, homem escolhe uma das cinco portas que estão disponíveis, sendo que cada uma tem uma imagem diferente. Texto: Webinário Encontro sobre o Fortalecimento do Sistema Multiportas – 18/08/2023 –
8h às 12h (horário de Cuiabá -MT).
 
Lígia Saito
Assessoria de Comunicação
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT)

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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