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Sema recebeu 356 animais no primeiro trimestre de 2024; 153 já foram soltos

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) recebeu, no primeiro trimestre de 2024, 356 animais silvestres para cuidados médicos ou soltura. Foram 170 aves, 82 mamíferos e 104 répteis. Grande parte destes animais, 261, foram resgatados por solicitação. Outros 83 foram por entrega voluntária.

A maior parte dos resgates foi realizada pelo Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMMT) e Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT).
 

Após o resgate, os animais são destinados à Sema, que avalia a necessidade de atendimento médico. O próximo passo é definir entre soltura imediata, destinação para áreas de soltura ou mantenedores e criadouros de conservação de espécies, ou para os cuidados de um guardião.

Em 2024, 153 destes animais foram para soltura, sendo 138 para soltura imediata e 77 ficaram sob cuidado de guardiões.

Uma grande parte destes animais soltos foram levados para áreas de soltura parceiras da Sema que tem um trabalho voluntário com animais silvestres.

“As áreas precisam ter um espaço para aclimatar o animal antes dele ser solto, pois quando ele estiver apto para voltar à natureza ele possivelmente ficará na mesma região só que em vida livre”, explica o gerente de Fauna Silvestre da Sema, Waldo Troy.

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A soltura imediata também pode ser feita em uma destas áreas parceiras desde que tenham uma mata preservada e de preferência com a presença de animais da mesma espécie.

A maior parte dos resgates foram feitos pelo Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMMT) e Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT).

Programa ASAS

O ASAS (Área de Soltura de Animais Silvestres) é um programa da Coordenadoria de Fauna e Recursos Pesqueiro da Sema. Para ser cadastrado, o local deve ter uma área de conservação da mata e um recinto adequado em que o animal possa se aclimatar antes de ser solto. 

“Ao receber animais de entrega voluntária, resgate e apreensão, fazemos uma triagem, reabilitamos, levamos a atendimento veterinário se necessário e depois trazemos para os locais cadastrados no programa ASAS, para que possam ter uma aclimatação e se adaptem na região, para serem devolvidos à natureza e solto no habitat natural dele”, explica o Coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros da Sema, veterinário Eder Toledo.

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Geralmente os participantes do programa ASAS são pessoas ligadas às questões de proteção animal e querem contribuir para a proteção das espécies. Eles adquirem conhecimento técnico, realizam o manejo de alimentação, reabilitação e aclimatação para que este animal possa voltar ao habitat de forma correta.

Interessados em Participar

Interessados em acolher animais silvestres resgatados devem preencher o requerimento padrão da Sema disponível no portal e enviar o documento para o e-mail: faunaepesca@sema.mt.gov.br.

Em caso de dúvidas, os interessados podem entrar em contato pelo telefone 3613-7291. Será agendada uma vistoria para analisar a viabilidade do local e fornecer orientação ao interessado.

Orientações e Denúncias

A Sema orienta que, ao se deparar com crimes contra animais silvestres, a população denuncie por meio da Ouvidoria no número 0800 065 3838, ou em uma das unidades regionais.

Se encontrar animais silvestres que necessitem de resgate, acione a Polícia Militar pelo 190 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193. O procedimento é importante para evitar riscos desnecessários tanto à saúde do animal como ao cidadão.

Fonte: Governo MT – MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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