MATO GROSSO
Seduc-MT participa de fórum para adotar estratégias de melhoria da educação em cinco municípios
MATO GROSSO
Os municípios que participaram são Barra do Bugres, Campo Verde, Canarana, Chapada dos Guimarães e Diamantino.
O projeto, coordenado pelo diretor executivo do GEMTE, Guilherme Alves, tem como princípio a ideia de que a educação é a base para um futuro de qualidade. Nesse contexto, todos os envolvidos buscam alcançar uma educação de excelência para o povo mato-grossense.
O programa contará com o apoio da Escola de Negócios Fundação Dom Cabral, considerada a sétima melhor escola de negócios do mundo, de acordo com o Ranking de Educação Executiva do Financial Times 2023.
Durante o evento, o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, destacou a criação do programa Educação 10 Anos, que consiste em um conjunto de 30 políticas educacionais e 150 projetos divididos em três eixos: infraestrutura, tecnologia e gestão pedagógica. O objetivo é solucionar os problemas identificados no diagnóstico e posicionar Mato Grosso entre as melhores redes de Educação do Brasil.
Alan Porto ressaltou a meta de melhorar a posição do estado no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), buscando ficar entre os cinco melhores do país. Para alcançar esse objetivo, o secretário destacou a importância de fornecer apoio emocional para alunos e professores, criar um ambiente escolar atrativo, disponibilizar material didático, formar projetos e envolver a comunidade. Um planejamento estratégico até 2032 foi desenhado para alcançar essa meta.
O secretário também mencionou o regime de colaboração com os municípios, visando entregar materiais didáticos aos professores da Educação Infantil e melhorar o sistema de indicação da Educação, além de priorizar a alfabetização na idade correta.
Atualmente, o estado reduziu o índice de analfabetismo para 4,8%, segundo dados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). A meta é erradicar o analfabetismo até 2026, investindo anualmente R$ 20 milhões e contratando 3 mil alfabetizadores.
O programa busca flexibilidade para atender melhor os idosos, levando uma Educação de qualidade até eles, seja no campo, em casa, na igreja ou nas prefeituras.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Max Russi analisa ‘tarifaço’ americano contra lei estadual e garante que obrigação é defender MT
Em entrevista à imprensa nesta quarta-feira (3), o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), comentou as recentes pressões internacionais envolvendo uma legislação de Mato Grosso. A lei estadual aprovada pela ALMT, que impede a concessão de incentivos fiscais ou terrenos públicos para empresas que aderirem à Moratória da Soja, foi citada em uma investigação da “Seção 301” nos Estados Unidos, que sugeriu um novo ‘tarifaço’ de 25% sobre produtos brasileiros importados pelos americanos.
Longe de se mostrar intimidado com a reação estrangeira, o parlamentar celebrou o alcance e o impacto da medida adotada pelo Poder Legislativo mato-grossense.
“Essa discussão com os Estados Unidos, eu confesso que fiquei feliz por ter uma lei da Assembleia em referência mundial. Uma lei nossa aqui, aprovada por esse Parlamento, que deu fim à moratória da soja, incomodando o presidente dos Estados Unidos. Eles dizem que a gente não quer preservar, que tem que taxar. Mas a Assembleia Legislativa vai defender sempre Mato Grosso e o seu povo. Essa é a nossa obrigação”, afirmou Max Russi.
Moratória– A Moratória da Soja vinha sendo criticada por lideranças políticas e do setor produtivo por travar a produção no estado, se sobrepondo às leis nacionais mesmo quando os agricultores cumpriam rigorosamente o Código Florestal brasileiro. A tese defendida pela Assembleia ganhou força jurídica e resultou em uma vitória no Supremo Tribunal Federal (STF).
Max Russi pontuou que os governantes estrangeiros estão cumprindo o papel de proteger seus próprios mercados, mas reforçou que Mato Grosso não aceitará intervenções externas que prejudiquem sua economia.
“O presidente dos Estados Unidos está certo em defender o país e os negócios dele. Mas nós precisamos defender Mato Grosso contra os EUA, contra a União Europeia ou contra qualquer país do mundo que queira intervir na nossa economia e prejudicar o agro, a indústria ou o comércio. Essa moratória inibia a nossa produção”, avaliou o deputado.
Por fim, Russi adiantou que o corpo jurídico do Parlamento já se prepara para novos embates em defesa dos interesses do estado na esfera federal. “Agora estamos entrando nessa outra pauta contra o Pará. É uma disputa difícil, assim como foi a da moratória, mas nós acreditamos na nossa Procuradoria, acreditamos no nosso direito e vamos fazer essa defesa com muita tranquilidade em Brasília”, concluiu.
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