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Seciteci oferta cursos técnicos para mais de 1,7 mil estudantes de MT; Agronegócio foi o mais procurado

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Mais de 1,7 mil estudantes da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso contarão com formação técnica e profissional oferecida pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) no ano letivo de 2024.

Os cursos são frutos de parceria entre a Seciteci e a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), firmada em 2023, para a oferta de qualificação profissional, como componente do Novo Ensino Médio.

A Seciteci disponibilizou 17 cursos técnicos para serem escolhidos pelos estudantes do 1º ano do Ensino Médio no ato da matrícula e formou 49 turmas em 15 municípios. As aulas ocorrem junto com as matérias regulares da grade curricular, composta pelas quatro áreas do conhecimento (Linguagens, Matemática, Ciências Naturais e Ciências Humanas).

“O estudante vai fazer o ensino médio normal com a Seduc e o ensino técnico com a Seciteci. No final do terceiro ano, ele vai receber uma dupla certificação: uma de conclusão do ensino médio e o diploma do curso técnico que escolheu. Dessa forma, a qualificação técnica no Ensino Médio prepara os estudantes para o primeiro emprego”, explica o secretário adjunto de Educação Profissional e Superior da Seciteci, Dimorvan Alencar Brescancim.

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Para a oferta dos cursos, a Seciteci realizou um estudo com base nos indicadores socioeconômicos do Estado e considerou a vocação dos municípios mato-grossenses, a fim de promover a qualificação profissional aos estudantes para uma área que tenha demanda de trabalho na região.

“Mato Grosso é um Estado enorme e que tem na sua economia cadeias produtivas que empregam muito, mas que, muitas vezes, enfrentam dificuldade de encontrar mão de obra qualificada. Então, o Governo do Estado levou isso em consideração para a oferta dos cursos nessa parceria com a Seduc, possibilitando que os estudantes possam sair do Ensino Médio já com uma formação profissional, direcionados e com perspectiva do mercado de trabalho”, observa o secretário adjunto.

Neste primeiro ano de parceria, o curso mais procurado foi o de Agronegócio, oferecido nos municípios de Diamantino, Primavera do Leste, Lucas do Rio Verde e Tangará da Serra. Outros cursos com bastante procura foram os de técnicos em Administração, ofertados em Água Boa, Juara e Rondonópolis, e em Logística, disponibilizados em Juara, Matupá, Lucas do Rio Verde e Tangará da Serra.

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Além desses cursos, a Seciteci também ofertou capacitação técnica em Agricultura, Agropecuária, Agroecologia, Biocombustíveis, Sistema de energias renováveis, Desenvolvimento de Sistemas, Informática, Têxtil, Edificações, Automação Industrial, Recursos Humanos, Gerência em Saúde, Análises Clínicas e Enfermagem.

A expectativa da Secretaria é que até 2027 sejam ofertadas 6.720 vagas para os cursos técnicos, considerando o avanço das turmas no Ensino Médio.

Fonte: Governo MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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