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Rotam reforça policiamento no combate ao crime organizado em Cuiabá

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O Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), deflagrou, na noite desta terça-feira (02.05), a Operação Ápice, com objetivo de intensificar o policiamento onde há maior índice de roubos e crimes em Cuiabá. A ação policial acontece até o próximo dia 15 de maio.

Com efetivo com mais de 40 policiais militares, o foco da operação será no cumprimento de mandados, repressão de roubos e furtos de veículos e enfrentamento ao tráfico ilícito de entorpecentes. Os militares da Rotam também atuarão no combate ao porte e posse ilegal de arma de fogo, roubos, furtos à residências e comércios de pontos estratégicos da Capital.

De acordo com o comandante da Rotam, tenente-coronel Gibson Almeida da Costa Júnior, o trabalho que a Polícia Militar faz diariamente estará intensificado neste período, garantindo a sensação de segurança da população cuiabana.

As equipes de inteligência estarão colaborando na operação de forma velada, auxiliando os policiais militares durante o patrulhamento. Além disso, conforme o tenente-coronel, a operação busca consolidar conhecimentos adquiridos pelos policiais militares que participaram da 25ª turma do Curso de Capacitação de Rondas Ostensivas Tático Móvel (CCRT).

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“O CCRT é uma resposta imediata aos crimes e às ocorrências que envolvem maior desdobramento tático no terreno, com treinamento mais especializado e nada melhor do que importar esses conhecimentos na prática, combatendo o crime organizado na Capital”, ressaltou o tenente-coronel Gibson.

O comandante do 1º Comando Regional, coronel PM, Wankley Correa Rodrigues, ressaltou que a operação será uma oportunidade para os policiais demonstrarem suas habilidades recém-adquiridas e consolidar sua experiência em patrulhamento tático.

“As equipes da Rotam atuarão de forma cirúrgica e incisiva nos lugares com maiores índices de violência, coibindo os delitos de maior potencial ofensivo. Buscamos realizar o policiamento ostensivo utilizando toda estrutura moderna e eficaz, por meio de viaturas, equipamentos e armamentos do que há de mais morerno na segurança pública”, completa.

Fonte: Governo MT – MT

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Entre ensino e recomeços, EJA da ALMT ganha significado especial no Dia dos Professores

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Quando o expediente termina na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), enquanto muitos servidores e parlamentares encerram mais um dia de trabalho, alunos e professores iniciam uma nova jornada nas salas de aula da Secretaria de Escola e Memória do Legislativo. Entre cadernos, livros e novas descobertas, jovens e adultos retomam uma etapa da vida que, por diferentes motivos, precisou ser interrompida.

É nesse ambiente que funciona a Educação de Jovens e Adultos (EJA), parceria entre a Assembleia Legislativa e a Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Neste 15 de outubro, Dia dos Professores, a iniciativa evidencia histórias de educadores e estudantes marcadas por persistência, aprendizado e recomeços.

O projeto começou em 2023 e já chegou à quarta turma. Nesse período, 161 alunos foram matriculados. Nas três primeiras turmas, 103 concluíram os estudos: 50 em 2023, 32 em 2024 e 21 em 2025. A turma atual reúne 37 estudantes e tem formatura prevista para dezembro. Segundo dados da Escola do Legislativo, aproximadamente 90% dos alunos concluem o curso.

A ideia surgiu quando a psicopedagoga Telma Campos começou a trabalhar na Secretaria de Escola e Memória do Legislativo e percebeu que havia servidores que não tinham concluído o ensino médio. A partir dessa necessidade, a Assembleia passou a criar condições para que essas pessoas retornassem à escola.

Com o tempo, o projeto ultrapassou os corredores da Casa de Leis e chegou à comunidade. Em 2023, dos 58 matriculados, 15 eram servidores da ALMT e 43 integrantes da comunidade. Em 2024, foram dez servidores e 28 pessoas da comunidade; em 2025, cinco servidores e 23 alunos externos. Neste ano, dos 37 matriculados, apenas um é servidor da Assembleia e 36 são da comunidade.

Foto: JLSIQUEIRA/ALMT
Foto: JLSIQUEIRA/ALMT

Entre os estudantes, está a babá Larissa Nascimento Sampaio, de 22 anos. Incentivada pela mãe, que também não concluiu os estudos, ela decidiu retornar à escola para realizar um sonho: ingressar em uma faculdade e conquistar uma profissão.

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“Minha mãe sempre me incentivou e hoje é minha principal motivação. Quero trazer esse orgulho para ela. Meu maior sonho, depois de concluir o ensino médio, é entrar para uma faculdade. Sei que terminar os estudos é o primeiro passo”, afirma.

Larissa conta que se sentia insegura ao ver antigas colegas seguindo para a faculdade enquanto ela permanecia com o ensino médio incompleto. Dentro da sala, porém, encontrou nos professores um incentivo para recuperar a confiança. “Muitas vezes eu pensava que não era capaz. Um dia, uma professora elogiou minhas atividades e aquelas palavras me fizeram perceber que realmente consigo. Os professores incentivam a gente de verdade e fazem cada um enxergar que é capaz”, diz.

A aluna Abadia Gonçalves Medeiros Silva, de 52 anos, conta que voltou a estudar depois de muitos anos sem acreditar que ainda seria capaz. “O EJA não é só uma escola, é acolhimento. Os professores fazem a gente acreditar que consegue, mesmo diante das dificuldades. Voltar a estudar trouxe de volta para mim a vontade de seguir em frente e sonhar novamente”, ressalta.

Desde o início do projeto, 17 professores já atuaram no EJA da Assembleia. Atualmente, quatro docentes trabalham nas áreas de Ciências da Natureza, Matemática, Ciências Humanas e Linguagens, todos da rede estadual de ensino.

Foto: JLSIQUEIRA/ALMT
Foto: JLSIQUEIRA/ALMT

Para a professora Soely Maria de Meira, ensinar quem retorna à escola depois de anos é uma experiência de troca. Segundo ela, os estudantes chegam trazendo conhecimentos construídos na família, no trabalho e na comunidade.

“Eles trazem vivências e experiências adquiridas ao longo dos anos. Poder contribuir nessa nova fase, ajudar na realização de sonhos e na recuperação da confiança é uma vivência muito rica”, relata.

A professora Antônia Lúcia de Queiroz Tenório considera que o trabalho desenvolvido no EJA vai além do conteúdo escolar. Para ela, ensinar esses estudantes significa participar de um processo de resgate da dignidade e da cidadania.

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“Ensinar na EJA não é apenas ensinar os conteúdos que ficaram para trás, mas acolher pessoas que, por caminhos difíceis, acabaram saindo da escola. Ver uma pessoa de 60, 70 ou até 80 anos sentada em uma carteira mostra que o desejo de aprender e de transformar nunca morre. Cada dia ali é uma vitória contra o tempo e contra a exclusão”, destaca.

Entre as histórias que marcaram sua trajetória está a de seu Sebastião, trabalhador da construção civil com mais de 60 anos que chegou à EJA sem saber ler. O sonho dele era simples e carregado de significado: conseguir ler a Bíblia na igreja e identificar sozinho o letreiro do ônibus, sem precisar pedir ajuda.

Com acompanhamento durante o ano, atividades extras e apoio pedagógico, Sebastião começou a ler. Antônia lembra do dia em que ele conseguiu ler sozinho um pequeno parágrafo diante da turma. “Ele chorou, a turma inteira aplaudiu. Depois disso, mudou a postura, a forma de andar e de falar. Ele se empoderou”, recorda.

Foto: JLSIQUEIRA/ALMT
Foto: JLSIQUEIRA/ALMT

Segundo Antônia, histórias como essa também modificam quem está do outro lado da sala. “Eles me ensinam todas as noites o verdadeiro significado da palavra resiliência. Ensinam que o conhecimento é um direito básico e que nunca é tarde para recomeçar”, afirma.

Para as professoras Soely e Antônia, o que faz valer a pena seguir em sala de aula é acompanhar a autonomia conquistada pelos estudantes a cada novo aprendizado. “É ver os olhos deles brilharem quando conseguem compreender alguma coisa nova, saber que aquela aula melhora a autoestima, dá autonomia para ler um letreiro, a Bíblia, um contrato de trabalho ou ajudar os netos no dever de casa. O papel mais puro da educação é transformar vidas”, destaca Antônia.



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