MATO GROSSO
Projetos aprovados pela Secel levam oficinas e ações culturais a Tangará da Serra
MATO GROSSO
Um dos projetos é o intitulado “Povo Paresí: História e Vivências”, que busca apresentar a cultura indígena para estudantes de 10 escolas públicas do município, onde está localizada a Aldeia Formoso, da etnia Paresí.
“Este projeto de difusão da cultura indígena dos Paresí abrange os costumes, história, culinária e canções tradicionais. As palestras presenciais irão proporcionar uma experiência única aos alunos, permitindo que a comunidade escolar mergulhe na riqueza cultural dos Paresí e conheça melhor a realidade dos povos indígenas”, explica o palestrante Yuri Mayson, da etnia Paresí.
A ação ocorre entre os dias 18 e 22 de setembro e é realizada com foco no povo Paresí, que vive em aldeias da região de Tangará da Serra, Campo Novo do Parecis e Sapezal.
Também contemplado no Edital Viver Cultura, o projeto “Capoeira para todos” consiste em oficinas para 120 alunos de três escolas públicas de Tangará da Serra. As aulas começaram no dia 04 de setembro e seguem até novembro.
A atividade é realizada pela Associação Cultural de Capoeira (Capuerê) e será conduzida pelos mestres Urubu e Paraná, com aulas semanas para estudantes a partir de nove anos de idade. Ao final, os estudantes irão participar de um evento de troca de cordões, simbolizando a experiência nessa prática cultural.
O espetáculo infantil “O Decreto” leva o teatro para dentro de escolas, instituições sociais e espaços públicos de Tangará da Serra até o dia 15 de setembro. A história narra a decisão do Rei Tolo, que emite um decreto de alegria proibindo a tristeza no seu reino e imagina que somente isso tem o poder de resolver o sofrimento do povo. A peça é encenada pelo Coletivo Cultural Cadela Manca, em apresentações gratuitas.
“O Viver Cultura é um dos editais mais abrangentes da Secel, fomenta o setor cultural em diferentes áreas, manifestações e linguagens artísticas. É gratificante ver os projetos sendo finalizados, propiciando mais acesso à cultura para a população”, destaca o titular da Secel, Jefferson Neves.
Ao todo, o Edital Viver Cultura selecionou 266 projetos de diferentes categorias, que englobam linguagens artísticas como música, teatro, dança, circo, artes visuais e artesanato. Além disso, contemplou práticas e vivências culturais, ações de formação, festivais, mostras, exposições e outros segmentos cultuais.
Fonte: Governo MT – MT
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Salas Acolher + Saúde fortalecem rede de proteção com atuação integrada em Cuiabá
Mulheres em situação de violência contam com atendimento integrado e mais próximo de casa por meio das Salas Acolher + Saúde, estratégia da Prefeitura de Cuiabá que ampliou de dois para quatro os espaços destinados ao acolhimento. As salas funcionam em Unidades de Saúde da Família (USFs) e integram as ações das secretarias municipais de Saúde e da Mulher.
Atualmente, as Salas Acolher + Saúde estão instaladas nas USFs Jockey Clube, Grande Terceiro, CPA 4 e Ribeirão da Ponte. Nesses espaços, as mulheres recebem atendimento multiprofissional, de acordo com as necessidades apresentadas. Entre os profissionais disponíveis estão psicólogos, enfermeiros, médicos, odontólogos, nutricionistas e assistentes sociais.
De acordo com a secretária da Mulher, tenente-coronel Hadassah Suzannah, a integração entre as duas secretarias permite encaminhar as mulheres de acordo com as necessidades identificadas durante o atendimento. “As Salas Acolher + Saúde são uma estratégia da Prefeitura de Cuiabá para ampliar o atendimento às mulheres em situação de violência. A Secretaria da Mulher trabalha integrada com a Secretaria de Saúde, de maneira que as mulheres que estejam em situação de violência tenham real atendimento dentro da Prefeitura de Cuiabá”, destacou.
O fluxo entre os serviços das duas secretarias funciona nos dois sentidos. Mulheres atendidas nas unidades de saúde podem ser encaminhadas aos serviços da Secretaria da Mulher, enquanto aquelas que chegam primeiro à rede de proteção também podem ser direcionadas para atendimento na área da saúde.
A secretária adjunta de Atenção Primária, Cinara Thaís Silva de Brito Sobrinho, destaca que a ampliação dos espaços permitiu descentralizar o atendimento e aproximá-lo dos bairros. “Anteriormente nós tínhamos duas Salas Acolher + Saúde. Hoje nós temos quatro, ou seja, nós duplicamos para que essas mulheres tenham mais acesso e, principalmente, dentro do território, garantindo que cada regional de saúde tenha pelo menos uma sala”, afirmou.
Cinara também enfatizou que as Salas Acolher + Saúde funcionam como porta aberta. “Isso significa que a mulher não precisa morar na região onde está localizada a unidade para buscar atendimento. Ela pode procurar qualquer um dos quatro espaços e será acolhida pela equipe”, completou.
Com foco na descentralização do atendimento, a Prefeitura de Cuiabá substituiu as antigas Salas da Mulher das UPAs pelas Salas Acolher + Saúde, ampliando o acesso e fortalecendo a rede de proteção às mulheres. Em casos de violência sexual ocorridos em até 72 horas, a orientação é procurar o Hospital Universitário Júlio Muller, onde funciona o Projeto Ipê.
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