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Projeto Ribeirinho Cidadão chega à comunidade Lambari e leva atendimento jurídico e social

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À sombra de mangueiras em um espaço cedido no quintal de uma casa na comunidade Lambari (84 km do município de Santo Antonio de Leverger) foi o local onde o casal de idosos Maria Rodrigues do Nascimento e Francisco Batista de Souza encontrou atendimento de saúde e esclareceu dúvidas sobre seus direitos por meio do Ribeirinho Cidadão, projeto do Poder Judiciário em parceria com a Defensoria Pública. Sob a coordenação do juiz José Antônio Bezerra Filho as equipes de todos os parceiros montaram a estrutura no local e atenderam cerca de 150 pessoas que vivem na região e buscavam serviços como saúde, fazer documentos, certidão de nascimento, registro geral (RG), esclarecimentos sobre seus direitos, entre outros. A ação iniciou dia 25 de abril e percorre mais de 11 localidades entre os municípios de Santo Antônio de Leverger, Barão de Melgaço e Juscimeira.
 
O relógio não marcava 6 horas da manhã no último sábado (30) quando o casal saiu de sua casa, mais de 30 km distante do ponto onde ocorreria a ação. O objetivo era conseguir atendimento médico para a mulher e tirar dúvidas sobre os direitos de Francisco, que perdeu a visão há alguns anos. Ambos são cuidados por uma filha que acompanhou os trabalhos das equipes.
 
“Sempre que sabemos que o Ribeirinho Cidadão virá até aqui, nos preparamos para vir porque é muito difícil ir até a cidade resolver as coisas, ainda mais com meu marido que não tem a vista. Ficamos o ano todo esperando para vir e sempre nos ajuda muito. Tem gente que mora ainda mais longe e sei que saiu madrugada para vir”, conta Maria Rodrigues.
 
Francisco, apesar da dificuldade em não enxergar, quis ser ele ao invés da esposa a entrar na fila e retirar a cesta básica. A alegria da família não ficou apenas pelas facilidades que o projeto proporcionou resolver, mas também pelo ambiente de confraternização ao reencontrar vizinhos, amigos e parentes que residem no entorno.
 
“A gente veio aqui todo mundo porque precisava de alguma coisa, mas daí encontra os conhecidos e a gente sente muita alegria de estar reunido. Isso aí só aconteceu hoje porque vocês vieram aqui para ajudar a gente”, disse Francisco.
 
As populações que residem na comunidade Lambari e no entorno são formadas por ribeirinhos, famílias de agricultores e trabalhadores de propriedades rurais.
 
Além do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso e da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso, participam do Ribeirinho Cidadão, a Secretária de Estado de Trabalho e Assistência Social, a Secretária de Estado de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Casa Civil, Proteção e Defesa Civil – Mato Grosso, Secretaria de Estado de Segurança Pública, POLITEC – Perícia Oficial e Identificação Técnica, Polícia Militar do Estado de Mato Grosso, Regimento de Policiamento Montado da Polícia Militar, Grupo Especial da Fronteira – GEFRON – PMMT, Batalhão de Operações Policiais Especiais – BOPE, Batalhão da Polícia Militar de Proteção Ambiental – PMMT, Corpo Musica da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso, Centro Integrado de Operações Aéreas – CIOPAER, Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso, Receita Federal, Juizado Volante Ambiental – JUVAM, Ministério Público do Estado de Mato Grosso Tribunal Regional do Trabalho – 23ª Região, Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, SESC Pantanal, Energisa, Cartório do 2º Ofício de Santo Antônio de Leverger, Cartório de Registro das Pessoas Naturais e Tabelionato de Notas de Barão do Melgaço, Consórcio Regional de Saúde – Saúde Sul Mato Grosso, Marinha do Brasil e NUPEMEC – Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos.
 
Nos links a seguir você tem acesso a outras matérias sobre o Ribeirinho Cidadã.
 
 
 
 
Andhressa Barboza/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.br
 
 

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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