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Projeto inicia nova turma sem registro de reincidência até o momento

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Das 24 reeducandas que participaram da primeira turma do Projeto Reconstruindo Sonhos na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto, em Cuiabá, 11 já estão em liberdade. O projeto foi concluído há mais de um ano e não houve reincidência, até o momento. Nesta segunda-feira (21), o Reconstruindo Sonhos iniciou uma nova turma naquela unidade com a participação de 23 mulheres.

No evento de abertura, a diretora da unidade prisional, Jaquelina Aparecida Santi,  destacou que os resultados do projeto são visíveis. Além da mudança de comportamento entre as participantes da primeira turma, ela enfatiza a forma como elas são preparadas para receber o curso profissionalizante.

“As mulheres que estão aqui enfrentam muitos problemas. A primeira etapa do Reconstruindo Sonhos foi essencial para que elas se preparassem para começar os cursos de Jardinagem e Cabelereira. Quem veio para ensinar, já recebeu um público diferenciado”, enfatizou.

O presidente da Fundação Nova Chance, Winkler de Freitas Teles, também reforçou a importância da preparação do caminho para que as reeducandas possam receber a qualificação profissional. Ele lembrou os quatro pilares da ressocialização: trabalho, ensino, religião e a família.

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O coordenador executivo do Conselho da Comunidade de Execução Penal de Cuiabá (Concep), Marco Augusto de Almeida, afirmou que a entidade ficará responsável pela segunda etapa do Reconstruindo Sonhos na unidade. Ele adiantou às reeducandas que serão oferecidos dois cursos: um de empreendedorismo e o outro de fabricação de bolsas. A ideia é que ao fim do curso seja realizada uma exposição para apresentação e venda dos produtos à sociedade.

Dividido em duas etapas, o projeto começa com a realização de 12 encontros, que ocorrem uma vez por semana e abordam temas como valores, humanização e espiritualidade, relações interpessoais, família, comunicação, trabalho, perspectiva de futuro, planejamento, entre outros. Terminada essa fase, o projeto segue com a oferta de cursos profissionalizantes.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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