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Projeto ELO: servidores de 14 comarcas são atendidos pelo Projeto ‘Servidor da Paz’ em Rondonópolis

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A segunda edição do Projeto ELO – Fortalecendo a Justiça, realizada pelo Poder Judiciário de Mato Grosso entre os dias 02 e 05 de outubro, no município de Rondonópolis (220 km ao sul de Cuiabá), cumpriu a missão de integrar e fortalecer as relações entre o Poder Judiciário, sociedade e parceiros.
 
Durante uma semana, a sede administrativa do Poder Judiciário esteve instalada no município, impulsionando o fortalecimento de uma série de ações já desenvolvidas pelo Judiciário junto à sociedade, como também assegurando o incremento de novas iniciativas, como a implantação do Programa de ‘Círculos de Construção de Paz’, firmado em parceria com o município para a promoção da paz no ambiente escolar.
 
No ambiente de trabalho, o ‘Projeto Servidor da Paz’, lançado pela presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Clarice Claudino da Silva, e desenvolvido pelo Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), tem avançado no sentido de sensibilizar as 79 comarcas para a formação de facilitadores de ‘Círculos de Paz’.
 
No Fórum de Rondonópolis, uma dinâmica bastante diferente, com a realização simultânea de círculos de paz com até 20 participantes, foi desenvolvida pelo NugJur e pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da comarca, que aproveitaram a passagem do Projeto ELO, para envolver gestores e servidores das 14 comarcas dos polos de Rondonópolis e Primavera do Leste, que são Pedra Preta, Itiquira, Guiratinga, Alto Garças, Alto Araguaia, Alto Taquari, Jaciara, Juscimeira, Dom Aquino, Campo Verde, Poxoréu e Paranatinga.
 
A ferramenta abre espaço para a vivência de princípios basilares para o bem-estar emocional dos servidores, como acolhimento, diálogo e escuta ativa. Os círculos também trabalham preventivamente para a construção de ambientes mais harmônicos, seguros, de respeito e afetuosidade, agindo inclusive, na prevenção de conflitos, casos de assédio e outras dificuldades vividas no ambiente profissional.
 
Para o juiz Wanderlei José dos Reis, coordenador do Cejusc de Rondonópolis e responsável pela implantação da Justiça Restaurativa na comarca, o Projeto ‘Servidor da Paz’ é referência no movimento interno para formação de servidores como agentes da paz no ambiente de trabalho.
 
“O objetivo do projeto, que compõe o rol de ações desenvolvidas para a expansão da pacificação social, é criar, fortalecer e restaurar relações de trabalho, baseadas na vivência das praticas restaurativas e de relações mais humanizadas, com especial atenção ao cuidado emocional dos nossos servidores. A atual gestão do Tribunal de Justiça é notadamente humanizada, com a preocupação com o ser humano, propagando a pacificação e o entendimento. Com isso, o ‘Servidor da Paz’ visa a formar servidores como facilitadores de círculos de construção de paz para que possam realizar essas práticas restaurativas dentro dos ambientes profissionais. Assim, é certo que esse projeto é capaz de colher frutos maravilhosos e que permanecerão em nosso cotidiano institucional numa verdadeira mudança de cultura”, afirmou o juiz Wanderlei.
 
Emocionado, o gestor geral da Comarca de Campo Verde, Claudiomiro Donadon Pereira, que já participou de diversos círculos de paz, destacou a oportunidade do autoconhecimento e da autorreflexão promovidos pelos círculos.
 
“Os círculos são ferramentas transformadoras, que nos fazem olhar para dentro de nós. No Tribunal, nós somos chamados para aprender sobre sistema A, B, C, regra tal, portaria tal, resolução tal, mas nunca antes fomos chamados para falarmos de nós, sobre o que sentimos e o que temos a dizer sobre o que estamos passando. Então, a oportunidade trazida por essa gestão é impar, porque você passa a enxergar em você, algumas coisas que você precisa trabalhar, não só trabalhar executando uma atividade técnica no trabalho, mas olhando para si, para o seu ‘eu’ interior, identificando o que você precisa fazer para o seu aprimoramento pessoal e crescimento humano”, avaliou Claudiomiro.
 
O analista judiciário da 4ª Vara Criminal de Rondonópolis, Jhoni França Garcia, avaliou os círculos de paz como uma experiência capaz de tocar o cotidiano dos servidores, intensificando a empatia e o companheirismo entre as equipes.
 
“Foi uma experiência incrível. Cheguei ao circulo com muita ansiedade, e a expectativa sobre o quanto eu poderia contribuir com a ferramenta e sobre o quanto a ferramenta poderia contribuir comigo. Isso é fruto de uma rotina intensa de trabalho, onde acabamos divididos, pensando se devemos mesmo participar, mas posso dizer que é algo enriquecedor, e que nos faz crescer enquanto ser humano. No dia a dia, ficamos engessados na rotina, e não temos tempo para olhar o outro, e quando o Tribunal nos envolve em projetos assim, só temos a agradecer pela oportunidade de participar. Muitos [população] buscam no Judiciário o afago para suas dores e problemas, e quando estamos sensíveis a isso, conseguimos atender a população com muito mais presteza e cuidado”, enfatizou o servidor.
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Círculo de Construção de Paz realizado pelo Projeto ‘Servidor da Paz’ com servidores das quatorze comarcas que participaram do Projeto ELO em Rondonópolis. 
 
Naiara Martins/Fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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