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Programa idealizado pela primeira-dama de MT é referência na aprovação da Lei Federal de auxílio-aluguel às mulheres vítimas de violência

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Nesta quarta-feira (16.08), o Senado Federal aprovou o projeto de lei, que prevê o pagamento de auxílio-aluguel, para mulheres vítimas de violência doméstica em situação de vulnerabilidade social. O projeto, sob relatoria da senadora Margareth Buzetti, contou com a contribuição da primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, com o exemplo do programa SER Família Mulher, recentemente lançado no Estado.

Aprovado em plenário do Senado Federal, o projeto de lei segue para sanção. Virginia Mendes comemorou a aprovação do PL e agradeceu a senadora Margareth Buzetti pelo empenho no combate à violência doméstica.

“Estou muito feliz com essa conquista no âmbito federal. Essa união de esforços e de pessoas comprometidas com essa causa tão importante vai ajudar as mulheres vítimas de violência doméstica a ter uma chance de sair de perto do agressor. Aqui em nosso estado algumas mulheres já foram contempladas. Agradeço a senadora Margareth Buzetti pela oportunidade que tive de contribuir com projeto de lei”, destacou.

Conforme trecho do relatório, em 14 de junho, durante audiência pública para debater o tema, com a presença da ministra das mulheres, Cida Gonçalves, a primeira-dama Virginia Mendes, com a secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Grasielle Bugalho, e a delegada-geral da Polícia Judiciária Civil de MT, Daniela Maidel, apresentou o sucesso do programa SER Família Mulher.

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O relatório ainda cita que Virginia Mendes destacou que o programa está sustentado em três grandes pilares: Superação, Esperança e Respeito, com as três iniciais da palavra SER, dando mais significado à identidade das mulheres na luta por seus direitos e no combate à violência doméstica.

Enquanto o Senado aprova o projeto, Mato Grosso avança com a aplicação do auxílio com o programa SER Família Mulher. Em Cuiabá, Maria (nome fictício), já recebeu o cartão do Programa SER Família com o auxílio de R$ 600. Mãe de sete filhos, ela está morando de favor na casa de uma das filhas e irá usar o benefício do cartão para comprar comida, entre outras coisas.

“A minha filha paga R$ 800 de aluguel, além de água e luz. E com esse cartão eu vou poder ajudar a colocar coisas em casa, porque já estávamos quase sem nada. Na última briga com meu ex-companheiro, o que não foi vendido, ele queimou. Que Deus abençoe a primeira-dama Virginia Mendes, que está fazendo esse projeto, porque está sendo uma grande ajuda não só pra mim, mas pra várias mulheres”, ressaltou.

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Fonte: Governo MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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