MATO GROSSO
Programa do Governo de MT garante apoio financeiro a times do futebol mato-grossense
MATO GROSSO
Por meio do Programa Mato Grosso Série A, executado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Sece-MT), já foram investidos R$ 17,5 milhões de 2021 a 2023, beneficiando as equipes masculinas do Cuiabá, Operário, Ação e União, e a feminina do Mixto. Em 2024, o incentivo ainda deve favorecer o time masculino do Mixto e o feminino do Ação.
“É um programa que garante condições financeiras às equipes para se manterem e até, possivelmente, subirem nas séries do Campeonato Brasileiro. Isso fortalece toda a rede de futebol profissional em Mato Grosso”, explica o secretário da Secel, Jefferson Carvalho Neves.
Disputando a série A do Brasileirão desde 2021, o Cuiabá Esporte Clube recebeu R$ 3,5 milhões por ano, assim que começou a representar Mato Grosso no maior campeonato nacional das Américas. O time cuiabano recentemente conquistou o tetracampeonato estadual e compete atualmente na Copa Verde, Copa do Brasil e Copa Sulamericana, além do Campeonato Brasileiro.
De Rondonópolis, o União Esporte Clube é atendido pelo programa do Governo de Mato Grosso com o valor de R$ 1 milhão desde o ano passado, quando passou a disputar a série D do Brasileirão. O clube rondonopolitano é vice-campeão estadual e, em 2024, também participou das primeiras fases da Copa Verde e da Copa do Brasil.
O Clube Esportivo Operário Varzea-grandense (CEOV) é outro beneficiado pelo Programa Mato Grosso Série A, com patrocínio de R$ 1 milhão efetivado em 2022 e em 2023, anos em que representou o Estado na série D do Brasileirão. Em 2024, o time de Várzea Grande disputou o Campeonato Mato-grossense e a primeira fase da Copa do Brasil.
Representando o futebol feminino mato-grossense na série A3 do Campeonato Brasileiro em 2024, as meninas do Ação contarão com o patrocínio do Governo de Mato Grosso no valor de R$ 1,5 milhão. Em 2022, a equipe masculina do clube também foi beneficiada por disputar a série D do Brasileirão de futebol.
Neste ano, o Programa do Governo do Estado pode ainda patrocinar as equipes masculina e feminina de um dos tradicionais times de Mato Grosso, o Mixto Esporte Clube. O time masculino tem direito a R$ 1 milhão por disputar a série D em 2024. Já a equipe feminina terá o valor do patrocínio aumentado para R$ 2 milhões por ter se classificado para a série A2. As tigresas já haviam sido patrocinadas em 2022 e 2023, em que disputaram a série A3, com recursos de R$ 1,5 milhão em cada ano.
Para Murilo Gomes, executivo de futebol do Mixto, o apoio financeiro do Governo do Estado é de grande importância para o futebol mato-grossense.
“Com esses recursos, o clube consegue respirar, ter uma estrutura, contratar jogadores de qualidade. Parabenizo essa iniciativa do Governo de Mato Grosso porque é um incentivo único a nível de futebol no país e que só tem a engrandecer o nosso futebol local”, destaca o dirigente.
Mato Grosso Série A
O Programa Mato Grosso Série A foi regulamentado pelo Decreto Estadual 1418/22, com base na Lei 11.550/21, que tem como objetivo patrocinar equipes de futebol profissional mato-grossense que disputem as séries A, B, C e D, no gênero masculino, e A1, A2 e A3, no gênero feminino, do Campeonato Brasileiro organizado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Para serem beneficiados, os clubes devem protocolar requerimento na Secel-MT para posterior formalização do incentivo com assinatura de contrato de patrocínio.
O valor do patrocínio é de R$ 3,5 milhões para equipes da série A do Brasileiro masculino ou A1 do feminino. Para os clubes na série B e A2 do feminino, o valor é de R$ 2 milhões. Já o patrocínio às equipes que disputam a série C e A3 é de R$ 1,5 milhão. Ainda é pago R$ 1 milhão aos times da série D do Campeonato Brasileiro masculino.
Além de incentivar a maior profissionalização das equipes de futebol mato-grossense, o Programa busca difundir as potencialidades de Mato Grosso junto ao público e aos canais de mídia.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore
O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.
O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.
“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.
O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.
Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.
Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.
No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.
Na prática, isso significa que a Câmara não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.
O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.
“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.
A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.
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