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Programa Corregedoria participativa aborda boas práticas na Comarca de Campo Verde

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O Programa Corregedoria Participativa encerrou os trabalhos na Comarca de Campo Verde, nesta sexta-feira (30), em mais uma edição liderada pelo corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador Juvenal Pereira da Silva. A comitiva composta por juízes-auxiliares e servidores da CGJ chegou à comarca na quinta-feira (29). Cerca de 40 servidores e magistrados participaram da abertura do encontro realizada no plenário do Fórum.
 
Abrindo a programação os participantes posaram em frente ao prédio da Comarca para uma foto oficial. Na sequência, o corregedor destacou o objetivo do encontro e, posteriormente, os magistrados apresentaram suas atribuições dentro da CGJ-MT. “Um dos métodos da Justiça restaurativa, os Círculos de Paz, foi amplamente elogiado por onde passei neste município. O prefeito, os colegas da OAB, a sociedade, os promotores, todos fizeram suas notas de elogios em relação ao trabalho desenvolvido pelo Poder Judiciário aqui. Deixo registrada minha alegria por compartilharem esses resultados positivos, sem os senhores, nada disso seria possível”, destacou o corregedor.
 
O juiz-auxiliar da CGJ-MT, Emerson Luís Pereira Cajango, trouxe exemplos de boas práticas durante uma dinâmica realizada com magistrados e servidores. “Nós repassamos aos servidores e magistrados o conceito de “Trim Tab”, que é um pequeno dispositivo que movimenta o timão, aparelho que permite governar uma embarcação e que utiliza o leme para modificar o rumo do barco. Com essa analogia é possível entendermos que com pequenas ações há grandes resultados”, destacou Cajango.
 
Entre os bons hábitos a serem implementados no dia a dia o magistrado destacou: ser positivo, diálogo permanente e fluido entre secretaria e gabinete (unidade judiciária) e a necessidade de comemorar e reconhecer pessoas e resultados.
 
O magistrado pontuou ainda a Corregedoria tem como propósito participar, orientar e estimular a melhoria de forma constante da prestação jurisdicional, com o objetivo de atender de forma satisfatória o jurisdicionado, e como consequência alcançar a categoria Diamante no Prêmio Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
 
Paralelo a essa ação, o juiz-auxiliar e assessoria estão realizando as correições nas unidades judiciárias. Até o momento, a equipe da CGJ-MT já correicionou 77 unidades judiciárias, em 19 comarcas. A meta é realizar correições de forma presencial em 34% das unidades, conforme determinação do CNJ.
 
O diretor do Foro e juiz da 1ª Vara Cível, André Barbosa Guanaes Simões, participou da agenda e falou sobre a satisfação em receber a equipe da CGJ-MT. “A gente acaba dando um esforço adicional para tentar melhorar os números, mas chega um ponto que não há lógica. Então precisamos redimensionar ou repensar qual o melhor jeito de trabalhar para podermos melhorar os nossos números. Temos nos esforçado bastante e esse auxílio é muito importante para nós. É um prazer recebê-los”, disse.
 
A juíza-auxiliar da CGJ-MT, Christiane da Costa Marques Neves, aproveitou a oportunidade para divulgar o Instagram da Ceja-MT (@cejatjmt) lançado recentemente com o intuito de divulgar os trabalhos da Comissão de Adoção e também o programa Busca Ativa, que divulga fotos e vídeos de crianças e adolescentes que aguardam uma nova família. O juiz-auxiliar da CGJ, Lídio Modesto da Silva Filho destacou os novos sistemas que estão sendo implantados pela área de tecnologia de informação.
 
Visitas institucionais – Ainda por ocasião do Corregedoria Participativa, o Corregedor e os juízes-auxiliares visitaram a sede do Ministério Público, onde foram recebidos pelo promotor Arivaldo Guimarães da Costa Júnior. Na sequência, visitaram a 23ª Subseção da OAB. Lá foram recebidos pela presidente Maurytania Santos Bauermeister e demais membros da diretoria. A comitiva também atendeu os servidores de forma individual, tirando dúvidas e ouvindo demandas.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Foto1: Corregedor, magistrados e servidores posam em frente ao Fórum de Campo Verde. Foto 2: O juiz-auxiliar Emerson Cajango está em pé, em frente ao público, falando sobre boas práticas. Ele usa um terno escuro. Foto 3: Corregedor, juízes-auxiliares, a presidente da OAB, Maurytania e demais membros da diretoria da 23ª Subseção da OAB.
 
Gabriele Schimanoski
Assessoria de Comunicação CGJ-MT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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