MATO GROSSO
Primeira-dama de MT é convidada para mobilizar encontro internacional de mulheres
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Prestes a embarcar com o governador Mauro Mendes e comitiva para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2022 (COP-27), em Sharm El-Sheikh, no Egito, nesta quarta-feira (09.11), a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, recebeu o convite da embaixatriz do Brasil na Síria, Claudia Jacy Barenco Abbas, para desenvolver o Encontro de Mulheres de Negócio no próximo ano em Cuiabá e, posteriormente, em Dubai, cidade nos Emirados Árabes.
“Gostaria de parabenizar ao governador Mauro Mendes e a senhora pela reeleição. Isto demonstra que estão fazendo um excelente trabalho para minha terra natal, Mato Grosso. Seria uma alegria recebê-la aqui nos Emirados. Temos admiração pelo trabalho social que a senhora executa, essa experiência podemos aplicar no mundo dos negócios, porque também temos esse compromisso com a sociedade. Contamos com seu apoio para desenvolver o encontro entre Mulheres de Negócio de Mato Grosso no início do próximo ano e em Dubai”, disse a embaixatriz na mensagem.
A primeira-dama do estado aceitou o convite da embaixatriz, e, logo que retornar com o governador da COP-27, vai dar início aos preparativos do encontro. “Será um prazer receber a embaixatriz em nosso estado, com certeza, vamos tratar das pautas direcionadas às mulheres tanto nos negócios quanto em políticas públicas. Estou animada com nosso encontro”, ratificou Virginia Mendes.
De acordo com a embaixatriz, a presidente do Conselho de Mulheres de Negócios dos Emirados Árabes, Farida Abdulla Kamber Al Awadhi, também aceitou o convite para coordenar o encontro entre Mato Grosso, Dubai e Síria.
“Em março, durante a Expo Dubai, organizei o Fórum entre empreendedoras e do Mundo Árabe, em especial Síria e Emirados. Na oportunidade, a presidente do Conselho de Mulheres participou conosco. A boa notícia que dei à primeira-dama do estado é que temos a confirmação da colaboração da presidente. Esse encontro será exclusivo para mulheres do estado de MT e do mundo árabe. Posteriormente, vamos nos reunir em Dubai”, explicou a embaixatriz.
Para Virginia Mendes, o intercâmbio vai proporcionar um avanço no mundo dos negócios e na esfera social. “A finalidade do encontro é a interação de empresárias brasileiras e árabes, e empreendedoras que tenham responsabilidade social dispostas a discutir suas experiências, projetos futuros e suas contribuições sociais dentro de suas áreas de negócios”, argumentou Virginia.
“Já estive em Dubai pelo menos cinco vezes, é um lugar que atrai os olhares do mundo todo pela sua arquitetura e modernidade, podemos construir projetos de interesse social com base nos exemplos aplicados nos Emirados”, destacou a primeira-dama de Mato Grosso.
Conforme anunciado na COP-27, nesta segunda-feira (07.11), pelo presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed Bin Zayed Al Nahyan, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2023 (COP-28), será na cidade dos Emirados Árabes.
“Estamos animadas para organizar o encontro em Dubai para o mesmo período da COP-28”, adiantou a embaixatriz.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Saiba como uma ideia pode se transformar em lei
O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado.
A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.
O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.
Seguindo um caminho estabelecido pelo Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição).
Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.
“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.
No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link Projetos em Tramitação .
Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo.
Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT.
“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.
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