CUIABÁ

MATO GROSSO

Podcast traz reflexão sobre como a tecnologia impacta todas as gerações

Publicados

MATO GROSSO

A conexão formada pelo compartilhamento de experiências pode aproximar todas as gerações, não importando a idade, e a tecnologia é um ponto de encontro para isso acontecer. A reflexão foi feita pelo professor Ricardo Moreira, que coordena Ensino a Distância (EAD), na Escola Técnica de Tecnologia e Informação ETE/Seciteci, no 17º episódio do podcast Conecta Jovem, do Governo do Estado, que abordou os encontros das gerações nesse século e como a tecnologia acaba por ser o ponto comum entre as diferentes idades

“Esse encontro de gerações é muito legal. Cada um pega aquilo que é interessante para ele e aprende o que precisa. Os jovens trazem as experiências deles, e os mais velhos trazem os conhecimentos adquiridos com o passar dos anos. Hoje não tem como mais viver fora do ambiente de tecnologia e os jovens podem ajudar os adultos que não cresceram dentro dessa realidade a se inserir”, comentou Ricardo.

O podcast também abordou a volta do analógico, que vem conquistando os jovens que querem entender melhor como era na época dos pais e dos avôs. “A gente ouvia vinil e fita cassete lá nos anos 80 e 90. Muita gente nem viu isso. Aí veio migrando, passando pelo CD e chegando aos streamings. Agora, os jovens querem ouvir o som com um pouco mais de qualidade, querendo ouvir um pouco mais de detalhe e estão voltando para o vinil”, ponderou.

Leia Também:  Procon-MT participa de mutirão e auxilia consumidor na renegociação de dívidas

Além desses temas, o episódio ainda abordou as características de cada geração, como elas são impactadas pela tecnologia, e como a modernidade revolucionou a forma de ensino em sala de aula.

O 17º episódio do podcast Conecta Jovem já está disponível no YouTube e Spotify.
 

Fonte: GOV MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Jovens no DF se unem por tapetes de Corpus Christi e “jejum” de telas

Publicados

em

Enquanto separava areia e tinta para o desenho de um cálice para o tapete de Corpus Christi na Esplanada dos Ministérios, nesta quinta-feira (4), a estudante Vitória Nunes, de 18 anos, diz que, além da fé cristã, a ocasião celebra a amizade real, longe das telas de celular e da inteligência artificial.

“Os encontros ficam mais verdadeiros do que na internet”, afirmou. Vitória é coordenadora do grupo jovem da Paróquia de São José, da comunidade Lúcio Costa, região periférica no Distrito Federal.

“Os jovens descobrem um caminho na doação”, disse. Essa comunidade passou por processos de reintegração de posse, o que tem causado tensão no lugar. Ela conta que, diante de desocupações, mais adolescentes e suas famílias procuraram apoio na igreja.

A estudante do curso técnico em meio ambiente garante que a amizade nos grupos reduz o sentimento de solidão e sintomas de transtornos mentais, como a depressão . “O apoio da família é muito importante para a gente estar aqui.”

O tapete que eles produziam era um dos 27 confeccionados em um corredor de 125 metros de comprimento. Vindos de diferentes regiões da capital, grupos de jovens como o de Vitória chegaram assim que raiou o dia para montar os tradicionais tapetes.

Leia Também:  Sistema da Seaf para redistribuição de ICMS à agricultura familiar tem adesão de 100% dos municípios de MT

Desenhos à mão

Além de molhar os dedos de tinta, sal, palha e serragem, adolescentes e jovens adultos faziam rodas, cantavam e dançavam nas proximidades do corredor de tapetes. Nada de celular. Nada de inteligência artificial. Os desenhos feitos todos à mão.

As observações dos jovens vão ao encontro de posicionamento do papa Leão XIV, que publicou uma Carta Encíclica no mês passado, que pede regulamentação da inteligência artificial e alerta para os riscos de desinformação por intermédio dos desenvolvimentos dessas tecnologias.

A publicitária Luiza Helena Teixeira, de 24 anos, participa desde 2019 e teve o seu desenho escolhido para se transformar em tapete pela comunidade do Lúcio Costa. “Foi uma inspiração que eu tive. E é muito bom ver todo mundo trabalhando junto.”

Inclusão

Próximo aos jovens dessa comunidade, um outro grupo periférico, formado por pessoas surdas, e encarregado de tapete de Corpus Christi pedia mais inclusão. Entre eles, estava Márcio da Cruz, de 36 anos, que participa das atividades da pastoral há sete anos. Atualmente, ele está desempregado, mas sonha trabalhar com informática.

Morador de Planaltina (DF), Márcio afirma que a reunião com jovens de sua comunidade deu novo ânimo a sua vida. As expressões dele são traduzidas para a Agência Brasil pela professora Daniele Galeno, de 44 anos, uma das coordenadoras da Pastoral dos Surdos. “Muitos jovens acabam ficando em casa e só no celular. Essas atividades para eles trazem novo ânimo”, afirmou. Inclusive a confecção de tapetes.

Leia Também:  Boas práticas da Corregedoria em regularização fundiária concorrem ao Prêmio Solo Seguro

A mãe do rapaz, Vânia Lúcia da Cruz, de 62 anos, que assistia ao filho caçula e a outros jovens confeccionarem o tapete, lamenta que muitos jovens surdos não têm oportunidade no mercado de trabalho formal. “O meu filho sempre teve muito obstáculo com a comunicação. Quando eles se unem, ficam mais felizes, né?”. Vânia tem outros quatro filhos ouvintes.

“A linguagem deles”

Um outro grupo presente, que chegou à Esplanada antes das 7h, foi o Movimento Escalada. A diretora do grupo, a estudante de enfermagem Mariana Abrantes, de 23 anos, destacou que não é simples afastar os mais jovens das telas para que eles se voltem às atividades religiosas, mas que é possível atraí-los e mantê-los “falando a linguagem deles”.

“As amizades têm que ser cultivadas presencialmente e até além da vida no catolicismo. Eles cantam, dançam e se divertem”, garantiu.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA