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Prazo para inscrição ao processo seletivo do MPMT termina sexta (24)

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Encerra na próxima sexta-feira (20) o prazo para inscrição ao processo seletivo gratuito visando o preenchimento de 91 vagas e formação de cadastro de reserva para estágio em Direito. As vagas são para as Promotorias de Justiça do estado e na Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), sede do Ministério Púbico do Estado de Mato Grosso.

O certame será realizado pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE). O estagiário receberá bolsa denominada Auxílio Temporário no valor de R$ 826,35 por mês, mais o auxílio-transporte de R$ 177,07, para uma jornada de 25 horas semanais (5 horas diárias).

Tanto as inscrições quanto as provas serão online, pelo site www.ciee.org.br. Para realizar a inscrição, o candidato deve clicar aqui e localizar na lista de “Processos seletivos abertos” a seleção do MPMT. No ato da inscrição, o candidato deverá informar dados pessoais e escolares válidos, além da localidade em que deseja exercer suas atividades. Confira a disponibilidade de vagas por município na página 12 do edital e também outras informações relativas ao certame.

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Podem participar do processo seletivo acadêmicos regularmente matriculados em instituições de ensino públicas ou privadas, com frequência efetiva no curso de Direito reconhecido pelo Ministério da Educação, cursando entre o 3º ano e o 4º ano ou entre o 5º e o 8º semestre. O candidato deve ser brasileiro ou estrangeiro com visto de permanência no país, estar em dia com as obrigações eleitorais (se maior de 18 anos) e militares (se do sexo masculino e maior de 18 anos), não ter feito estágio por período igual ou superior a dois anos no MPMT (exceto pessoas com deficiência) e não ter sido exonerado do serviço público.

A validade do exame de seleção, bem como da duração do estágio, será de dois anos. Fica assegurada reserva de 10% das vagas oferecidas às pessoas com deficiência e de 30% das vagas aos candidatos negros ou pardos, conforme preveem, respectivamente, a Lei nº 11.788/2008 e a Resolução nº 42/2009 do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

PROVA – Assim que se inscrever no site do CIEE, o candidato poderá acessar a prova com o login e senha cadastrados durante a inscrição. Ao logar no sistema de acesso à prova, receberá via SMS ou e-mail o código de confirmação para liberação do exame, que compreenderá 10 questões de múltipla escolha. O candidato terá dois minutos para responder cada questão. Caso não o faça dentro do tempo determinado, o sistema gravará a resposta em branco e seguirá automaticamente para próxima pergunta.

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As dúvidas referentes ao processo seletivo serão sanadas pela central de atendimento do CIEE no número 3003-2433 ou pelo e-mail eucandidato@ciee.ong.br.

Fonte: MP MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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